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Doença já matou animais em Cotia e Embu, na região metropolitana; Araçatuba, no interior, registra pelo menos um caso por dia

São Paulo, outubro de 2012 – A Leishmaniose Visceral é uma grave doença que acomete homens e animais e está se proliferando pelo país. Originária das regiões Norte e Nordeste, a enfermidade está se espalhando rapidamente em direção ao Sul e Sudeste, tanto que recentemente chegou às cidades de Cotia e Embu das Artes, na Grande São Paulo. Em Araçatuba, interior do Estado, o Centro de Zoonoses local recebe ao menos um cão doente por dia.

Embora fatal se não tratada a tempo, ainda não teve uma resposta de combate assertiva por parte do governo. Quem transmite a doença para o homem é um mosquito conhecido pelos nomes populares “Palha” e “Birigui”, porém, um dos principais alvos dos órgãos de saúde é o cão, que apenas hospeda o protozoário causador do mal. Tanto que editou uma portaria em julho de 2008 proibindo o uso de medicamentos de uso humano para tratar cães infectados. Na prática, esta é uma sentença de morte para os animais de estimação, já que não existem medicamentos veterinários homologados no Brasil.

Depois de picado pelo mosquito, o cachorro se torna hospedeiro do protozoário. O ser humano, por sua vez, só pode pegar a doença se for picado por um mosquito que picou um cachorro infectado.

Para colocar em debate quais métodos são mais efetivos no combate à Leishmaniose e mostrar que o extermínio de cães é um erro gravíssimo, a ARCA Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) lançou a campanha “Prevenção é a única solução”.

“Mesmo matando milhares de cães doentes, o número de casos só tem aumentado e chegou à região Sudeste, o que é bastante preocupante”, explica a veterinária Fernanda Kerr, uma das idealizadoras do projeto.

Segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Saúde, em 1990 foram 1944 casos confirmados no Brasil, número que saltou para 3526 em 2010.

Apesar da portaria, muitos proprietários tratam seus cães de forma ilegal. O cão infectado que é tratado e monitorado por médicos não representa perigo à saúde. “É preciso enfatizar que quem transmite a doença é o mosquito e não o cachorro”, diz a veterinária.

Existem diversas formas de prevenir a doença, como manter o quintal limpo e livre de folhas, restos de lixo e fezes de animais, além de colocar vasos de citronela em casa, que repelem o mosquito.

Especificamente para a proteção do animal existem vacinas, coleiras pesticidas, tipos diversos de spray e repelente spot-on aplicados diretamente no dorso do cão. Além disso, é essencial manter os bichos dentro de casa no horário de atuação do mosquito (entre 18 horas e 6 da manhã) e não levá-lo para regiões endêmicas.

Outra forma adicional de evitar o aumento descontrolado da Leishmaniose e demais zoonoses é controlar a população de cães por meio da castração cirúrgica ou química (esta última disponível apenas para machos).

Entre os objetivos da ARCA BRASIL está conscientizar a população, principalmente as das áreas em que a doença ainda não se tornou uma epidemia, de que a prevenção é a melhor solução. Além disso, serão arrecadadas assinaturas para pressionar o governo a rever as políticas em vigor relacionadas à Leishmaniose. Por isso, a ONG criou o hotsite (http://www.ocaonaoeovilao.org.br) e está fazendo uma campanha nas mídias sociais, especialmente o Facebook (https://www.facebook.com/ocaonaoeovilao?ref=ts&fref=ts)

Entre as reivindicações estão campanhas públicas de prevenção da doença, permissão do tratamento em animais, revisão da tributação incidente sobre produtos que previnem zoonoses, criação de centros de referência de tratamento da doença e implementação de programas de controle de natalidade canina.

A notícia e do blog do cardosinho.

PREFEITURA TENTA ESCONDER CASO DE LEISHMANIOSE NO JARDIM ELDORADO, MAS SAÚDE CONFIRMA

A responsável pela divulgação das atividades da equipe de combate à dengue, Vanessa Luzia da Silva, confirmou, ontem, ao Jornal do Povo, a existência de mais um caso – o primeiro deste ano – de leishmaniose visceral, em Jales. A vítima é um senhor de 44 anos de idade, morador da Rua Altino Antonio de Oliveira, no Jardim Eldorado, conforme noticiado pelo jornal A Tribuna, na edição deste final de semana.

Curiosamente, o setor de imprensa da Prefeitura de Jales tentou esconder o caso, que já havia sido confirmado a este aprendiz de blogueiro pelo vice-prefeito Clóvis Viola. Na semana passada, solicitei informações à Secretaria Municipal de Saúde e a resposta que me chegou dizia que “no momento não há suspeitos no bairro citado e também em nenhum outro bairro da cidade”.

Para ver a notícia na íntegra clique aqui

O que totaliza 33 casos da doença com 03 óbitos no último ano, Secretaria de Saúde informou nesta quarta REDAÇÃO

A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta quarta-feira (04), a confirmação de mais dois casos de leishmaniose visceral americana, referentes a 2011, em Bauru, o que totaliza 33 casos da doença com 03 óbitos no último ano.

Trata-se de um adulto do sexo masculino, 44 anos, morador do Jd. Mendonça, tratado no Hospital Manoel de Abreu e uma criança do sexo feminino, 7 anos, moradora do Jd. Ferraz, tratada no Hospital Manoel de Abreu.

A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos “palha”, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex.: galinheiros).

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmití-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.

Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas, o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos.

Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos.

Assim sendo, a manutenção da limpeza nos quintais, o acondicionamento correto do lixo orgânico (restos de comida, cascas de frutas, verduras e outros) são medidas preventivas contra a doença que devem ser tomadas pelos responsáveis  pelos imóveis com edificações ou não no município.

Jales pode ser classificado como área de situação de surto, pois há relatos confirmados de vários casos de contaminação da doença em humanos, inclusive com 04 óbitos, onde, equiparando tais dados ao número de habitantes, estatisticamente, torna a situação ALARMANTE.

 

Amanhã, terça-feira, a equipe do Centro de Zoonoses de Jales deverá iniciar a coleta de sangue em cerca de 50 cães, no Jardim Eldorado. Essa é uma das medidas que serão tomadas, por conta do aparecimento de mais 02 casos suspeitos de leishmaniose envolvendo uma criança de 10 meses e uma adolescente de 14 anos, nas ruas Margarida Tostes de Siqueira e Guido Parminondi.
Na semana passada, a coleta foi no Jardim Paraíso, onde os exames feitos em um rapaz de 24 anos com sintomas da doença, morador da Rua Cacique, apresentaram ”corpúsculos sugestivos para leishmaniose”. No Jardim Paraíso, cerca de 40 cães tiveram o sangue coletado. Por outro lado, a equipe da Sucen espalhou armadilhas em alguns bairros da cidade e constatou que o Jardim Alvorada é o paraíso do mosquito palha.

Jales, infelizmente, está com surto dessa doença, sem que, contudo, as autoridades tomem as medidas corretas para o combate ao mosquito transmissor.

Estudos sobre a doença (forma epidemiológica, prevenção e tratamento), segundo palestras ministradas por Doutores especializados no assunto, afirmam que houve discussão sobre a forma incorreta como as autoridades sanitárias vem tratando da questão na cidade.
Segundo o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Vísceral publicado pelo Ministério da Saúde no ano de 2006, o município de Jales pode ser classificado como área de situação de surto, pois há relatos confirmados de vários casos de contaminação da doença em humanos, inclusive com 04 óbitos, onde, equiparando tais dados ao número de habitantes, estatisticamente, torna a situação ALARMANTE.
No período de estágio supervisionado no curso de Medicina Veterinária durante todo o segundo semestre do corrente ano, Veterinária Michelle Aparecida de Alcântara relatou que, a cada 10 cães vindos da cidade de Jales que chegavam ao Hospital Veterinário da Universidade Unicastelo em Fernandópolis, oito apresentavam sorologia positiva para a doença.
Dessa forma, a medida correta orientada pelo referido manual não é tão somente o sacrifício dos animais infectados pela doença, como vem ocorrendo, mas sim o combate direto ao vetor, conforme orientação expressa no citado manual, na página 50.
Ademais, segundo a etiologia da doença, seu período de incubação em humanos pode ser longo, ou seja, a pessoa pode estar infectada, mas só desenvolver a doença após 2 anos da transmissão. Assim, mais uma vez o Manual de Vigilância Sanitária recomenda, mas o município não cumpre a determinação que pode ser observada na página 19, para esse tipo de situação. Desta forma, muitas pessoas na cidade podem estar infectadas sem terem desenvolvido, ainda, a doença. Quando começarem os sintomas, Jales terá que engolir o apelido mais triste da sua história!

com informações do blog do cardosinho

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