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Médicos são denunciados por acusação de cobrança de honorários medicos de pacientes do SUS

Denunciado pelo Procurador da República em Jales, Thiago Lacerda Nobre, assim como outros dois profissionais, Emerson Algério Toledo e Valdo Custódio Toledo,  sob a acusação de cobrança de honorários médicos de pacientes do SUS e outros delitos decorrentes, assunto que tomou conta da mídia regional, inclusive emissoras de televisão, durante a semana, o cirurgião Dalton Melo Andrade se disse “indignado e injustiçado”.
Morando atualmente em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, Dalton, em mensagem eletrônica enviada ao Jornal de Jales, afirmou que “a acusação contra um homem de 64 anos, que trabalhou 33 anos como médico nesta cidade de Jales e região, fazendo só o bem, atendendo a população carente sem nada receber, só pode partir de quem não me conhece, não conhece a minha história e a de minha família, de um justiceiro e não de quem esteja compromissado com a Justiça”.
De sua parte, o advogado Adevaldo Dionisio, que acompanha o caso como procurador do referido médico, acusou o representante do Ministério Público Federal em Jales de promover a condenação de seu cliente “sem julgamento”.
Ele lembrou que a denúncia nem sequer foi recebida pela Justiça Federal tendo os autos sido remetidos para a Justiça Estadual, gerando o chamado “conflito de competência”, até agora não esclarecido.

Piblicado originalmente no Jornal de Jales

 

DO LUXO AO LIXO

Do luxo ao lixo, sem Joãozinho Trinta, mas com Marinho 25 milhões, muito mais xiiiiiiqueeee!!!

Há cerca de 5 ou 6 meses atrás a informação que era passada pelo hospital ao público que se interessa pelo assunto, era de que a dívida do hospital estaria em patamares altos, porém sob total controle. Falava-se, os especuladores, em l5 milhões no máximo. O pessoal encarregado da blindagem do hospital saiu então a campo para dizer que tava tudo certo e que é assim mesmo. O SUS pagava menos do que o custo (fato indiscutível) e a Presidenta Dilma havia fechado as burras das subvenções políticas. Gritaram muito e depois que a temperatura abaixou, voltou tudo ao ritmo de sempre.

Surpreendeu-me então o anúncio dos 25 milhões de agora…

Como o hospital é uma caixinha de segredos (dando então margem às especulações) e, eu sou curioso e tenho algum trânsito pelo universo político (pelo submundo, é claro), saí por aí perguntando e ouvindo opiniões de vereadores, alguns formadores de opinião e pessoas do universo político local em geral. Ouvi uma diversidade muito grande de opiniões e teorias do que estaria verdadeiramente motivando o anúncio desse caos, exatamente agora no momento eleitoral, onde tudo deveria parecer limpinho e cheiroso, como sempre pareceu depois da ascensão do atual grupo de administradores.

Alguns disseram que a situação ficou mesmo insustentável e tiveram que falar a verdade para a população. Outro me disse que a situação piorou muito em virtude de uma picuinha política envolvendo o deputado estadual Carlão e o federal Dado. Mas, a mais importante e coerente das teorias que ouvi vos repasso agora.

Uma figura bastante respeitada na sociedade me disse que a jogada é simplesmente genial. Há tempos atrás a dívida estava anunciada sob controle porque, politicamente, havia a ameaça de um embate eleitoral entre a situação e o então pré-candidato do PMDB Osvaldo Carvalho. Não havendo mais esta ameaça de uma disputa real ao poder político reinante, eles puderam enfim relaxar e gozar (como diria nossa Senadora Marta). Tranquilamente varreram a sujeira que repousava debaixo do tapete há tempos, para o rol de entrada da casa santa.

A direção do hospital, seguindo uma tendência orquestrada para pressionar o poder político e administrativo responsável, planejada pela sua entidade classista, a Federação das Santas Casas, busca como solução da dívida das Santas o repasse desta dívida pendente nos bancos privados, para um banco público. Ou seja, tirar a dívida dos bancos particulares e transferi-la para o banco público, no caso o BNDES.

A solução é simplesmente genial e providencial, pois tiraria a pesada dívida das mãos dos agiotas oficiais (que cobram juros exorbitantes) do sistema financeiro e empurraria esta dívida para o banco público (com juros subsidiados), que em tese deveria financiar o crescimento e o empreendedorismo no Brasil, mas agora estão também tentando fazer com que ele arque com as irresponsabilidades e as más gestões dos administradores das casas santas.

Se livrar de uma dívida de 25 milhões (como é o nosso caso), dos juros mensais exorbitantes que recaem sobre ela, ainda repassando para um banco público com juros baixiiiiinhos e prazos longos, é o sonho de consumo de todas as administrações penduradas. Estará tudo resolvido então, e os podres sistemas de gestão das Santas novamente poderão se dedicar em outros endividamentos milionários futuros, ao bel prazer (nem mais precisarão do Çerra para fazer o PROER da saúde).

O Ministério Público federal aponta que a situação crítica das Santas ocorre muito em virtude desses problemas de má gestão e corrupção, já que não tem um sistema rigoroso na prestação das contas, segundo o próprio site federativo das Santas nos informa, no: http://www.cmb.org.br/index.php/component/blog_calendar/2012/07?Itemid= .

Nós cidadãos comuns e reféns do sistema de saúde pública sabemos que o SUS não repassa integralmente os custos, devido esta ineficiência do sistema. A pergunta que não cala é – Por que ninguém (nem administradores e nem a classe política que usa a ineficiência do sistema de saúde pública para a politicalha) grita de forma uníssona para que seja criado um sistema realmente confiável e que repasse o custo total dos serviços e procedimentos???

A resposta estamos tendo nesse episódio triste de crise nas Santas, pois se tivessem implantado realmente um sistema confiável (não isso que aí está) não haveria justificativa para a dívida e nem espaço para más gestões e corruptos, que fazem das necessidades de saúde da população brasileira, de tudo, até trampolim político. Não querem acabar com o crime para não colocar a própria classe em extinção!!!

Quanto à teoria do aparecimento da sujeira que estava guardada debaixo do tapete com finalidade político-eleitoreira da nossa Santa e dos políticos locais, quero esclarecer aos meus astutos 2 ou 3 leitores que se trata apenas de uma “teoria”, muito provavelmente sem nenhum embasamento real. É bom deixar isso claro para que o meu nome amanhã não amanheça costurado na boca do sapo, pois o pessoal da blindagem da Santa não brinca em serviço, se valendo até de forças espirituais ocultas para a defesa da casa misericordiosa. Mesmo eu tendo corpo fechado e sob proteção nível 100 no terreiro do poderoso Pai Florêncio, melhor me garantir, né???

Recentemente foi implantado o sistema de atendimento de saúde pelo cartão SUS. Se alguém nesse país realmente tivesse algum interesse em resolver o problema da saúde e acabar com a corrupção e com a prevaricação no sistema, simplesmente faria do cartão essa ferramenta de repasse, onde nele estivesse descrito a planilha e posterior fatura de todos os procedimentos efetuados no paciente, e disponível on line para que todo cidadão tivesse acesso a esta clara prestação de contas.

Mas se isso acontecesse a politicalha e a corrupção sofreria um sério golpe, e não é esta a intenção dos políticos e dos gestores incompetentes.

Se a sociedade não gritar pela solução imediata, continuarão entulhando sujeira debaixo do tapete e liberando em momentos mais oportunos!!!

Publicado originalmente no blog do lamparina

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A notícia é da assessoria de imprensa do Ministério Público Federal:

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou – e pediu a prisão preventiva – de dois médicos de Jales (SP), acusados de cometer crimes de aborto, concussão, estelionato e falsidade ideológica.

Os dois médicos teriam cobrado por fora de gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer os partos, mas como as gestantes não tinham dinheiro, foram obrigadas a esperar em casa e quando retornaram, os bebês nasceram mortos. Na ação, o MPF também pede que, se a prisão não for concedida, os médicos sejam afastados das funções.

Segundo o procurador da República Thiago Lacera Nobre, os médicos – também indiciados em inquérito policial federal -, foram denunciados por aborto provocado por terceiro, sem consentimento da gestante. “Pacientes sem recursos para efetuar o pagamento tiveram o parto atrasado e, em pelo menos dois casos registrados, os bebês nasceram mortos”, explicou o procurador.

Num dos casos, em 2005, um dos médicos teria exigido o pagamento de R$ 600 para fazer a cesariana na Santa Casa da cidade de Urânia. Como a gestante não tinha o dinheiro, recebeu do médico o conselho para aguardar o parto natural, mas depois de uma semana de espera o bebê nasceu morto.

Em outro caso, em 2009, o outro médico teria exigido R$ 1 mil e depois de esperar em casa, a gestante também perdeu o filho. Neste caso, num atendimento, o médico teria dito à gestante ter ouvido o som do coração do bebê, quando na verdade, segundo os autos, a criança já estaria morta há dias.

De acordo com o MPF, no total, um dos médicos teria exigido dinheiro de pelo menos nove pacientes para realizar partos, cometendo crime de concussão. “Em cinco desses partos, além de receber o dinheiro das pacientes, ele também recebeu dos SUS, o que configura crime de estelionato. Ele também falsificou guias do SUS, cobrando por partos realizados como médico particular”, afirmou Nobre.

“A maioria das pacientes eram pessoas humildes, de pouca instrução e que estavam submetidas a uma situação desesperadora, diante da proximidade do parto, sofrendo com contrações e dores. Por isso, a nefasta exigência quase sempre surtia efeito, com o pagamento do valor exigido”, conta o procurador.

A notícia foi alvo, também, de reportagem da TV Tem, veiculada ontem à noite. Veja a notícia e o vídeo aqui.

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O nome do médico, Valdo Toledo, aparece na reportagem veiculada na TV Record São José do Rio Preto, que pode ser vista mais abaixo. Antes de ir ao vídeo, leia a notícia publicada no portal da emissora:

Uma família de Jales acusa um médico da Santa Casa de provocar a morte de um bebê. Ele teria demorado em atender a paciente, que havia sido internada no Hospital pela segunda vez em trabalho de parto.

A avó e sogra da adolescente contam que a gestação correu bem, mas no final de junho, já com nove meses, a gestante foi internada com contrações e passou três dias no Hospital. Mesmo assim o médico não fez o parto e deu alta para paciente.

Três dias depois a adolescente voltou ao Pronto Socorro com contrações e foi mais uma vez internada na Santa Casa. A família acredita, que a demora do médico resultou na morte do feto. No atestado de óbito consta descolamento da placenta.

O médico está sendo investigado por omissão de socorro já que, segundo a família, demorou pelo menos três horas para atender a adolescente que já estava no Hospital pela segunda vez e em trabalho de parto.

A Santa Casa abriu uma sindicância para apurar os fatos e pediu que a Comissão Ética do corpo clínico tome providências. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal.

A reportagem feita pela Thaís Luquesi, em vídeo, com entrevistas e mais detalhes sobre o caso, pode ser vista aqui. Se não me engano, a avó da adolescente, que aparece na reportagem, é a mesma senhora que está processando a Prefeitura de Jales, por conta de um acidente na nova calçada do centro. Ela teria levado um tombo em frente às Casas Bahia.

Voltando ao caso do médico, a direção da Santa Casa de Jales mandou nota à imprensa, cujo teor reproduzo abaixo:

A Direção da Santa Casa de Jales informa que a respeito das informações solicitadas sobre o caso envolvendo a Sra.Joyce de Lima Pereira, o hospital abriu uma sindicância para apuração dos fatos e também determinou que a Comissão de Ética do Corpo Clínico apure o caso e tome providências.

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