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Do site do Coletivo DAR – Desentorpecendo a Razão.

Proibicionista ferrenho e entusiasta da internação compulsória, o deputado federal Rodrigo Bethlem (PMDB) achou um culpado pela morte do garoto de 10 anos atropelado durante uma operação contra o crack no Rio de Janeiro. Seria a própria política criminosa e higienista de internar moradores de rua à força,  cujo a qual Bethlem, ex-secretário de assistência social da cidade, é um dos idealizadores? Nada disso. Para ele, quem está com as mãos sujas de sangue é o Coletivo DAR!

Depois de twittar  que “lugar de criança não eh na rua, muito menos em cracolandia. Por isso defendo cada dia mais a internação compulsória”, o deputado foi rebatido pelo DAR e por outros. Então, putinho  por não ter argumentos, ele disparou: “Ponho a morte na conta do @coletivodar, que defende tratar pessoas que infelizmente viraram zumbis na rua”.

Não entendemos, deputado. É para matar então? Prender num calabouço ou seguir com essas operações de tortura? Confira:

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Quer ver onde isso terminou? Acesse e participe do debate: http://twitter.com/rodrigobethlem

Não conhece Rodrigo Bethlem? Prepare o estômago e clique aqui e depois aqui.

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O Ministério da Saúde anunciou hoje (27) medidas para aprimorar a gestão e combater irregularidades em seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Uma auditoria feita com a Controladoria Geral da União (CGU) revelou indícios de ineficiência e irregularidades administrativas em contratos de obras, serviços, locação de equipamentos e compra de insumos. Os contratos serão cancelados, terão o pagamento suspenso ou serão substituídos por meio de licitações. No entanto, o ministro Alexandre Padilha garantiu que os serviços de emergência não serão afetados.

“A preocupação do Ministério da Saúde é que essas medidas de cancelamento de contratos e suspensão de pagamentos não prejudiquem o atendimento à população. Mas eu quero pedir a compreensão, porque o cancelamento de alguns contratos pode significar uma mudança em relação aos serviços. Em nenhum momento os serviços de urgência e emergência serão afetados”, garantiu o ministro.

Em entrevista coletiva, Padilha explicou que está suspenso o pagamento dos 37 contratos de obras feitos pelos seis hospitais federais do Rio. A auditoria do Ministério da Saúde e da CGU apontou indícios de irregularidades em 12 contratos, o que levou o governo a decidir pela suspensão dos pagamentos até que os preços sejam reavaliados. Por outro lado, foram cancelados quatro contratos de locação de equipamentos dos 16 auditados. São equipamentos para realização de vídeo cirurgias e endoscopias digestivas e respiratórias. O Ministério da Saúde vai avaliar se mantém os contratos de locação que serão revistos ou se inicia o processo para aquisição dos equipamentos.

“Essas medidas de aprimoramento da gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro estão sendo antecipadas em relação à apuração final da auditoria, porque já temos indícios de ineficiência de gestão ou de irregularidades. Essa apuração final da auditoria do Ministério da Saúde e da Controladoria Geral da União vai ser fundamental para que sejam adotadas eventuais medidas de punição e de recuperação dos recursos”, disse.

Já os contratos dos serviços continuados, como administrativos, lavanderia, contratação de mão de obra, vigilância, limpeza e alimentação, serão substituídos por meio de licitação que começará em fevereiro. Atualmente, os seis hospitais federais do Rio de Janeiro mantém 30 contratos para prestação de serviços, sendo que 18 foram analisados na auditoria.

“Queremos aumentar a concorrência e, com isso, reduzir preços e desperdícios. Nos casos de rescisão de contrato, faremos a contratação de emergência até a conclusão do processo licitatório”, disse o ministro.

Ele anunciou ainda que 51 pregões estão em curso para aquisição de insumos e medicamentos. Já as compras de órteses e próteses serão centralizadas para garantir a padronização, redução de preços e melhor controle do estoque. Outra medida adotada pelo governo é a informatização dos seis hospitais, seguindo a orientação da presidenta Dilma Rousseff quanto ao monitoramento on-line dos programas e ações.

“A informatização vai permitir o acompanhamento dos atendimentos, do tempo de espera, da gestão do leito e da taxa de ocupação, e o controle do estoque de medicamentos e insumos. O rastreamento do fluxo dos insumos e medicamentos desde a compra até o uso pelo paciente vai garantir o controle dos recursos e dará mais segurança para o paciente.”

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Vergonha: Alerj aprova privatização da saúde estadual. Servidores denunciarão deputados traidores que votaram no PL 767

do site do Sindsprev/RJ, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdêncial Social no Rio de Janeiro

sugerido pelo Márcio Silva, via e-mail

Por 50 votos favoráveis e 12 votos contrários, o plenário da Alerj aprovou, na tarde desta terça-feira 23, o Projeto de Lei (PL) nº 767/2001, que entrega a gestão dos hospitais estaduais às chamadas ‘organizações sociais’, forma disfarçada de privatização.

Representantes de movimentos sindicais e sociais que lutam contra a privatização da saúde pública vão, a partir desta semana, denunciar todos os 50 deputados que votaram a favor do PL 767/2011. A denúncia será constante e feita especialmente nas bases eleitorais de cada um dos parlamentares que apoiaram a privatização da saúde estadual. Cartazes com nomes, fotos e partidos desses deputados também serão produzidos.

A votação desta terça-feira foi um dos episódios mais vergonhosos da história da Alerj, cuja presidência chamou a tropa de choque da PM para impedir que centenas de servidores, moradores de comunidades carentes e usuários de hospitais públicos ocupassem as galerias daquela casa legislativa para protestar contra a privatização. Em clima tenso, os manifestantes permaneceram do lado de fora, nas escadarias, denunciando à população o golpe tramado pela maioria dos deputados em conluio com o governo Cabral Filho (PMDB), autor do Projeto de Lei.

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Mário Scheffer: “Lei da Dupla Porta é o maior ataque ao SUS desde o PAS, do Maluf”

Ministro Padilha, até quando vai dar dinheiro do SUS para São Paulo entregar aos planos privados de saúde?

Estamos no meio de um debate muito importante para o Partido dos Trabalhadores/RJ, para os profissionais da saúde no estado e para a sociedade. Importante, porque o PT não pode mais se afastar dos movimentos sociais, com o perigo de outras forças ocuparem o espaço tão valioso para a sobrevivência do partido, como instrumento de transformação social.
A essência das “O.S.” é puramente neoliberal, com o único objetivo de privatizar, com o dinheiro público, a saúde. O PSDB tem isto no seu DNA. Vide São Paulo onde o governador tucano, depois de reformar diversos hospitais, entregou a suas administrações para as Organizações Sociais e não satisfeitos, os Planos de Saúde encaminharam via deputados tucanos, uma Lei estadual, reservando 25% dos leitos para os Planos de Saúde. Isto não é uma privatização disfarçada?

As “O.S.” precarizam as relações de trabalho, tão sagradas para todos nós trabalhadores, pagando salários inferiores e dando péssimas condições de trabalho. Até as relações sindicais são “desviadas” e negociadas com sindicatos cartoriais, que estão neste processo apenas para “vender” os seus representados, é uma forma de burlar a legislação sindical.
Tenho a certeza que qualquer melhora no atendimento da saúde não passa pela sua privatização ou terceirização. Esta é uma prática velha que os tucanos usaram muito bem nas entregas das estatais. Deixavam apodrecer sem investimentos e depois diziam que as empresas eram ineficazes. Este é o mesmo caso da saúde no Estado do Rio de Janeiro.
Precisamos valorizar os profissionais e investir o que a Lei manda na saúde. Só assim podemos melhorar de verdade a saúde pública que a população tanto necessita. Não esqueçam, este é o DNA do PT!
VINÍCIUS ASSUMPÇÃO – Ex-Presidente do Sindicato dos BancáRIOSs

 

Para o Conselho Regional de Psicologia , a internação compulsória fere direitos fundamentais de crianças e adolescentes e privilegia a atuação policial ao invés de políticas de assistência social. 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania realiza hoje audiência pública para discutir a decisão da Prefeitura do Rio de Janeiro de internar compulsoriamente crianças e adolescentes dependentes químicos que moram na rua. A medida está prevista na Resolução nº 20, de 27 de maio de 2011, da Secretaria Municipal de Assistência Social.

“A decisão de internar compulsoriamente as crianças e os adolescentes será aplicada para aqueles que, na avaliação de especialistas, estiverem comprometidos com o uso do crack e de outras drogas psicoativas”, diz a deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), que sugeriu a audiência.

A deputada lembra que, segundo a resolução, as crianças só poderão deixar os abrigos após a identificação de seus responsáveis e com a anuência de entidades como o Conselho Tutelar e as Varas da Infância.

“Cabe ao Estado a função constitucional de ser presente nos espaços de ausências da família. Não pode, sob hipótese alguma, um menor ser alvo do flagelo das drogas e as autoridades responsáveis ficarem de braços cruzados por inércia”, diz a deputada.

A medida, no entanto, recebeu críticas de entidades como o Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. Para o conselho, a internação compulsória fere direitos fundamentais de crianças e adolescentes e privilegia a atuação policial ao invés de políticas de assistência social.

Convidados
Foram convidados para a audiência:
– o secretário municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, Rodrigo Bethlem;
– a secretária nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte;
– o especialista em dependência química e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, Jorge Jaber;
– a juíza da 1ª Vara da Infância, Adolescência e Juventude do Rio de Janeiro Ivone Caetano;
– a presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputada Manuela D’ávila (PCdoB-RS);
– o presidente da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

A audiência está marcada para as 14h30, no Plenário 1.

Da Redação/PT

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