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Reproduzimos abaixo, texto publicado no blog do cardosinho sobre o Pronto Socorro Regional de Jales. Entendemos que é fundamental lembrarmos que passados mais de 5 anos da deliberação da Conferencia de Saúde que tratou da implantação do conselho local de saúde no CONSIRJ, não aconteceu a implantação. O Consórcio contiunua contratando os profissionais à titulo precário, através de empresas médicas prestadoras de serviço. Lembramos também, que para dar cumprimento aos Termos de Ajustamento de Conduta firmados com o MP/SP foram convocados concursos públicos e neles a remuneração oferecida foi tão baixa que não se preencheram as vagas, logo, fica a pergunta que não quer calar… a questão apresentada é um episódio isolado ou decorre da uma política deliberada pelo “conselho de prefeitos” que aposta na precarização das relações de trabalho ? Afinal, não é falta de verbas, pois recentemente o Consórcio passou a contribuir com “uma ajuda” à medicina privada exercida na Santa Casa de Jales…

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O presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales – Consirj, Humberto Parini, enviou “Nota de Esclarecimento” à imprensa, sobre o caso do aposentado João Pereira Lima, que morreu no Pronto-Socorro de Jales, vítima de suposta negligência médica.

Segundo a “Nota”, o presidente do Consirj determinou à Diretoria Técnica do órgão a instalação de uma sindicância para apurar o caso. Por outro lado, a “Nota” já adianta que, segundo informações preliminares dos plantonistas, o senhor João teria sido prontamente atendido e medicado, assim que deu entrada no Pronto-Socorro.

De qualquer forma, sabe-se que a polícia está investigando o caso e já teria solicitado a exumação do corpo. O penúltimo parágrafo da “Nota” está um pouco confuso, mas estou republicando como me chegou. Vamos a ela:

ESCLARECIMENTO A POPULAÇÃO DE JALES E REGIÃO

Mediante notícias veiculadas no último final de semana em jornais e sites de nossa região que envolve o Pronto Socorro Regional de Jales, temos a informar a população o seguinte:

O Pronto Socorro e o SAMU de Jales são administrados pelo CONSIRJ – Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales, associação pública constituída por 16 municípios de nossa região, e que no ano de 2011 atendeu mais de 79 mil pacientes, uma média próxima a 220 pessoas por dia.

O CONSIRJ tem sua atenção centrada aos primeiros socorros que registra um alto índice de satisfação da população com os serviços prestados. Infelizmente, como lidamos com pessoas com uma diversidade muito grande de situações e nem todos os procedimentos tem 100% de segurança, índice que não se alcança em nenhum procedimento médico, estamos sujeitos a ocorrências que estão além das nossas possibilidades e vontade. Os casos extraordinários são sempre tomados como referência para aumentar e melhorar ainda mais os nossos procedimentos de primeiros socorros, na busca de reduzir ainda mais resultados indesejados.

Temos conhecimento que no dia 18/03/2012 deu entrada no Pronto Socorro Regional de Jales o paciente Sr. João Pereira Lima com 81 anos de idade, portador de marca-passo o que foi prontamente atendido e medicado segundo informações preliminares dos plantonistas.

Sabemos também que o Paciente Sr. João Pereira Lima como já focado acima, com 81 anos de idade, que usava marca-passo veio a óbito por razões que ainda merecem maior apuração.

Diante do ocorrido determinamos ao Diretor Técnico do CONSIRJ para que instaure uma Sindicância Administrativa visando apurar os acontecimentos, se houver determinar responsabilidades para orientar as providências a serem tomadas.

Reafirmamos que temos total compromisso com a prestação do melhor serviço possível, com total respeito ao paciente e a preservação de sua vida e integridade física. Tudo o que ocorrer fora disso não pode ser e nunca será admitido. Os profissionais da saúde que ali trabalham sabem de suas responsabilidades e prestam conta de suas ações.

É o que temos a esclarecer a nossa população.

Jales (SP), 29 de Março de 2012.

HUMBERTO PARINI-Presidente do CONSIRJ

Por: Cida de Oliveira, Rede Brasil Atual

 

São Paulo – Médicos de Rondônia repudiam as péssimas condições de atendimento no Hospital João Paulo II, da capital Porto Velho, único na região credenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade, que tem o pior pronto-socorro do país conforme avaliação do Conselho Federal de Medicina (CFM), ganhou destaque na internet por causa das imagens de um homem de 51 anos, ainda vivo, deitado no chão do necrotério, sendo atacado por larvas. O vídeo foi postado ontem (27).

“Uma pessoa viva jogada no chão de um necrotério é uma afronta a todos os direitos humanos. Nem bicho é tratado desse jeito”, diz o médico rondoniense Hiran Gallo, diretor do CFM. Segundo a Constituição brasileira, a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.

O vice-presidente do Sindicato Médico de Rondônia, Willian Pachoalim de Melo, diz que o paciente, um trabalhador rural que ainda está vivo, aguardava atendimento desde o último dia 24. “Há cerca de dois meses ele tentou extrair um dente em casa, que acabou infeccionado e o levou a procurar atendimento médico.” Conforme o dirigente sindical, o hospital só acomodou o doente numa unidade intermediária entre enfermaria e UTI assim que soube da manifestação de repúdio do CFM e do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero), publicada hoje (28) à tarde.

A gravidade do caso, no entanto, não é novidade, segundo Pachoalim. “É comum por aqui idosos pelo chão, pessoas nas mesmas condições aguardando por uma cirurgia.”

O Cremero e o Sindicato Médico de Rondônia vão entrar com ação civil pública contra o estado.

Recentemente, uma operação do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça do Estado e a Polícia Federal levou à prisão gestores públicos, políticos e empresários acusados de desvio de recursos da saúde no estado. O governador Confúcio Moura (PMDB) é médico.

A reportagem não foi atendida pela Secretaria de Saúde de Rondônia.

Republicamos abaixo a informação do blog do cardosinho, mas é impossível não observar que o mesmo tratamento deveria ser dado aos problemas que acontecem, e acontecem, na medicina privada da cidade.

A SUPOSTA NEGLIGÊNCIA MÉDICA NO PRONTO-SOCORRO DE JALES E O PAPEL DA IMPRENSA

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Algumas pessoas, provavelmente ligadas à administração municipal, não gostaram – aparentemente – da matéria que este aprendiz de blogueiro escreveu para A Tribuna, repercutindo o caso do aposentado João Pereira Lima, que faleceu em decorrência da suposta negligência de um médico do Pronto-Socorro de Jales.

É provável que, na opinião dessas pessoas, a imprensa só deva veicular boas notícias, principalmente, se essas boas notícias envolverem a administraçao Parini. É preciso esclarecer que a matéria de A Tribuna  preservou o nome do médico e não emitiu juízo de valor, nem tampouco fez qualquer julgamento. Apenas deu voz a uma das milhares de pessoas sem voz, no caso o pequeno comerciante Ezequiel Pereira Lima, filho da vítima.

Ou será que somente as pessoas bem postadas na vida têm direito a uma página de jornal? Ao verbalizar sua revolta, Ezequiel fez questão de frisar que isso não traria seu pai de volta, mas poderia evitar que outras pessoas tivessem que passar pela mesma situação.

E ontem, na sessão da Câmara, o vereador Rivelino Rodrigues pediu providências para que casos como o noticiado pela A Tribuna não se repitam. Ressaltando não estar fazendo pré-julgamentos, Rivelino lembrou de um outro caso ocorrido no Pronto-Socorro, envolvendo o mesmo médico. O caso mencionado por Rivelino foi bastante comentado há um ou dois meses. Se tivesse sido noticiado, talvez não tivesse se repetido.

Na verdade, o depoimento do comerciante Ezequiel é muito mais contundente do que aquilo que foi veiculado por A Tribuna, mas, para ficar apenas no que foi publicado, reproduzo, abaixo, algumas frases do entrevistado, para que os leitores do blog tenham uma pequena noção do que foi dito:

“Meu pai esteve na Prefeitura, na semana passada, para pagar todos os impostos dele, do ano inteiro. Ele pagou tudo de uma vez e, quando precisou de um atendimento, foi morto por um médico contratado pela Prefeitura”

“Eu pedi pro médico assinar o papel e encaminhar meu pai prá Santa Casa e ele disse: não, não, não, teu pai está com uma febrinha de nada; deve ser uma febrinha vagabunda; vou dar um remédio”

“A enfermeira implorou ao médico: doutor, assina o papel; nós vamos matar o pai dele, o senhor não pode fazer isso. E ele disse: aqui quem manda sou eu”

“Meu pai estava morrendo e a enfermeira me disse: vai ser preciso morrer alguém prá que esse médico seja mandado embora”

“Ele não tinha posto a mão no meu pai e, depois veio correndo e ficou fazendo uma massagem nele. Eu disse: doutor, agora que meu pai morreu o senhor vem atender ele?”

“A enfermeira falou: doutor, ainda tem gente prá atender. E ele respondeu: eu vou embora que a casa caiu” 

Esses são apenas alguns excertos do depoimento de Ezequiel. Cabe, agora, à polícia, investigar se tudo isso é verdade. E, se for o caso, caberá à Justiça julgar. À imprensa, cabe apenas noticiar. Sempre com os devidos cuidados, mas sem jogar a sujeira pra debaixo do tapete.

O delegado de polícia do município de Paranapuã, José Pereira (foto), segundo o Diario da Região, de São José do Rio Preto, abriu inquérito para investigar a morte de Regiane Cristiane Marques de Souza, 25 anos, ela teria sido agredida pelo irmão, R.A.M.S., 22 anos, durante uma discussão em família que ocorreu na noite do dia 25 de dezembro.
A vítima morreu no dia 1º de janeiro, na Santa Casa de Jales. A família acusa o Pronto-Socorro de Jales de negligência no atendimento à jovem. Segundo relatos de familiares, Regiane entrou em luta corporal com o irmão, foi derrubada e bateu a cabeça no chão. Ela foi conduzida ao Pronto-Socorro de Jales no dia 25, recebendo alta algumas horas depois.
Como não apresentava melhora, retornou ao OS no dia seguinte e, novamente, foi liberada. Segundo Valdir Spnell, tio da vítima, nas duas vezes em que foi encaminhada à unidade ela teria recebido medicamentos e soro, sem passar por exames clínicos.
O diretor técnico do PS, Rafael Barros de Castro, disse que a vítima deu entrada com quadro de crise convulsiva. A família teria apenas relatado ingestão de bebida alcoólica e, em momento algum, teria alertado sobre as agressões e a queda. Ainda segundo o jornal riopretense, a Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para saber se o caso será investigado, mas ninguém foi encontrado.

O irmão da vítima estaria foragido.

Publicado originalmente na Folha do Noroeste

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