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Fonte: Agência Brasil

O material está disponível para visualização e download pelo site http://auladengue.ioc.fiocruz.br/. Foto: Agência O Dia

O material está disponível para visualização e download pelo site http://auladengue.ioc.fiocruz.br/. Foto: Agência O Dia

Um material audiovisual completo sobre o mosquito transmissor da dengue, atualizado e com linguagem simples, acessível a todo tipo de público e disponível na internet. Essa é a proposta do projeto Aedes aegypti – Introdução aos Aspectos Científicos do Vetor, lançado nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

São ao todo 10 vídeos com infoirmações sobre o mosquito, um total de uma hora e 20 minutos, divididos em módulos com duração entre dois e 15 minutos cada. Idealizadora do projeto, a pesquisadora Denise Valle explicou que o material é instrutivo e pode ser usado nas escolas.

“Ele foi pensado principalmente para ajudar na sensibilização e na informação dentro das escolas, como suporte para o professor mesmo. Então a gente tem uma série de módulos diferentes, como a biologia do vetor, mitos e verdades, a história, para que servem as armadilhas, novas estratégias de combate ao vetor que estão em desenvolvimento no país também estão contempladas ali”.

Denise disse ainda que o trabalho começou a ser feito em outubro e tem a participação de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Minas Gerais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal de Sergipe.

“É uma oportunidade que a gente tem de divulgar a boa informação, com conteúdo, em relação ao mosquito da dengue. Uma coisa que preocupa bastante a gente, é que as pessoas às vezes demoram a enxergar a sua própria responsabilidade nesse controle. E que quando percebemos que 80% dos criadouros estão dentro das casas das pessoas, a gente entende que é muito importante que cada um reconheça a sua responsabilidade e faça a sua parte, não delegando simplesmente ao Poder Público”.

O material está disponível para visualização e download pelo site http://auladengue.ioc.fiocruz.br/.


Houve redução de 78% de pacientes graves e 62% de mortes desde 2010.
No país, 5,7 milhões vivem em áreas de risco, de acordo com ministério.

Do G1, em São Paulo

O número de casos de dengue no Brasil sofreu uma redução de 42% entre 2010 e 2012, anunciou nesta terça-feira (27) o Ministério da Saúde, durante o lançamento de campanha nacional de mobilização contra a doença.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, o país registrou cerca de 500 mil casos da doença entre janeiro e novembro deste ano, contra 750 mil no ano passado e quase 1 milhão em 2010.

“Fizemos uma análise bem detalhada dos casos graves e óbitos. Em 2010, tivemos 17.027 casos graves, que podem incluir febre hemorrágica e exigem hospitalização. Este ano, foram 3.774, uma diminuição de 78%”, disse.

Em relação ao número de mortes, houve uma redução de 62% de 2010 até agora, segundo Barbosa. “Elencamos algumas intervenções relativamente simples e possíveis de ser implementadas no Brasil inteiro, como as poltronas de hidratação, que tiveram um resultado bastante positivo”, afirmou.

Larvas do mosquito Aedes aegypti em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução EPTV)Larvas do mosquito ‘Aedes aegypti’ são recolhidas na cidade de Ribeirão Preto (SP) (Foto: Reprodução EPTV)

Porto Velho em alto risco
Atualmente, de acordo com o ministério, 5,7 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco de dengue – sem considerar as pessoas que já tiveram a doença e, portanto, estão imunizadas contra um ou mais dos quatro sorotipos diferentes.

Entre as capitais, Porto Velho é única com risco neste momento, o que, com a chegada do verão e do calor – principalmente entre janeiro e maio –, deve se estender para outras cidades grandes.

“A Região Norte tem uma situação de chuvas diferente do restante do país. Agora, lá já está em um momento preocupante”, apontou Barbosa.

As informações são baseadas no Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa), que pega amostras aleatórias durante uma semana nas casas das pessoas à procura de larvas do inseto transmissor da dengue. Os índices de infestação considerados ideais devem ficar abaixo de 1%; entre 1% e 3,9%, é sinal amarelo; e acima de quatro, vermelho, com risco de epidemia – como é o caso da capital de Rondônia.

No Sudeste, os municípios em risco são: São Mateus (ES), Governador Valadares (MG) e Jundiaí (SP). No Centro-Oeste, é a cidade de Tapurah (MT). No Sul, Foz do Iguaçu, Martelândia Santa Helena e São Miguel do Iguaçu, todas no Paraná. No Nordeste, não foram citadas cidades em risco superior a 4%.

“Chegamos a 1.239 municípios analisados este ano, o que permite identificar não só a cidade, mas o bairro onde o índice de infestação é maior, para que sejam feitas limpeza urbana e uma mobilização comunitária”, disse o secretário.

Com esse número de cidades envolvidas, houve um aumento de 31% no alcance, segundo o ministério, e agora a avaliação é feita em muitos locais três vezes por ano, e não apenas uma – o que dá uma visão da dengue em diferentes épocas do ano.

O próximo LIRAa deve ser realizado no primeiro trimestre de 2013 e contará com 43 mil aparelhos eletrônicos portáteis, que serão fornecidos por meio de uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Essa ferramenta útil, usada em tempo real, vai melhorar o trabalho de campo dos agentes em 51 municípios em um primeiro momento. Depois, poderá ser usado em todo o país. O sistema já foi testado em Magé (RJ)”, disse Barbosa. Com isso, os dados recolhidos nas casas vão na mesma hora para o banco de dados das secretarias da Saúde, que poderão fazer um maior controle das áreas de risco.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é muito comum mudar os focos dos mosquitos de um ano para o outro, tanto nos locais onde eles incidem quanto se são mais frequentes em vasos de plantas, ralos, utensílios domiciliares, caixas d’água, lixo, etc.
“Por isso, o LIRAa é uma fotografia, que se altera ao longo do ano e certamente será diferente daqui até a próxima versão, no início de 2013”, afirmou Padilha.

Outra ferramenta que está sendo usada pelo governo são as redes sociais. Em Maceió, por exemplo, duas semanas antes de os casos de dengue começarem a aparecer nos relatórios, apareceram registros das pessoas no Twitter, que se tornou uma forma de captar rumores e alertas os municípios sobre o que está acontecendo na região.

Vasos, água e lixo
Existe uma diferença entre os locais preferidos do mosquito da dengue de uma região para outra do país, de acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa.

“No Sudeste, o foco predominante são vasos de plantas e outros depósitos domiciliares. No Nordeste, é o armazenamento de água, em caixas, tonéis, barris. No Sul e no Centro-Oeste, é o lixo. Já no Norte, é tanto o armazenamento de água quanto o lixo”, apontou.

Segundo Barbosa, onde o problema é o lixo, precisa haver mutirões de retirada. Nos locais em que a questão é a água, devem ser feitas vistorias de caixa d’água, com tampas bem vedadas, e tratamento adequado.

Na campanha de conscientização, também serão veiculados vídeos na mídia sobre como combater a dengue. Uma das peças fala: “Encontre e elimine todos os lugares onde o mosquito da dengue pode se reproduzir. Dengue, é fácil combater, só não pode esquecer.” Outro vídeo diz: “Os casos de dengue estão diminuindo, mas não deixe a prevenção de lado. O SUS treinou milhares de agentes para ações de combate. Conte com a ajuda dos familiares e dos vizinhos.”

Transição de governos
De acordo com o ministro, as transições de governos municipais neste fim de ano não pode atrapalhar o combate à dengue.

“Reforçamos essa preocupação para que as ações de controle não sejam interrompidas no período de troca de governo e de transição das secretarias. Isso seria um ataque, um crime contra a saúde publica”, destacou.

Atualmente, o sorotipo 1 da dengue é responsável pelo maior número de casos, mas o tipo 4 é o que causa maior preocupação do ministério, pois está circulando em 15 estados – principalmente no Norte, Nordeste, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – e pode se espalhar. Caso isso aconteça, as pessoas que já tiveram outros tipos de dengue poderão ser pacientes mais graves, já que, quanto maior a reincidência, maior o risco de complicações e morte.

Entre os sintomas clássicos da dengue, estão manchas vermelhas pelo corpo, dor no corpo, de cabeça e no fundo dos olhos, febre, náuseas, cansaço e falta de apetite. Ao primeiro sinal, beba muito líquido, não tome nenhum remédio por conta própria e procure um médico.

Saiba quais são os sintomas da dengue (Foto: Editoria de Arte G1)

Não se tem informação, até agora, quanto a organização da Conferencia Municipal de Saúde no município…

CASOS DE DENGUE EM JALES AUMENTAM EM MAIO E CHEGAM A 92 NO ANO

O vice-prefeito Clóvis Viola, presidente do Comitê de Combate à Dengue em Jales, tem percorrido os meios de comunicação para, mais uma vez, alertar para os perigos da dengue, que, somente nos primeiros 20 dias de maio, já apresentou 40 casos positivos. Para Clóvis, a única explicação para o aumento dos casos é o desleixo da população, uma vez que as chuvas e o calor diminuíram bastante em maio, fatores que deveriam ter levado também à diminuição da quantidade do mosquito Aedes Aegypti e, consequentemente, à redução do número de vítimas da dengue.

Até ontem, já eram 92 os casos de dengue em Jales, sendo 05 em fevereiro, 15 em março, 32 em abril e, por enquanto, 40 em maio.

Observe agora outra publicação, feita na segunda quinzena de março, na mesma cidade…

PEIXES DA PRAÇA JAPONESA MORREM ASFIXIADOS

Hoje pela manhã, enquanto a nossa doce primeira-dama – no Antena Ligada, o noticioso da Antena 102 – convocava a população ordeira de Jales para desfrutar de uma exposição sobre 2a. Guerra Mundial e as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, outra parte da imprensa era convocada para registrar o morticínio de peixes na recém-denominada “Praça Japonesa”, localizada bem em frente ao nosso Terminal Rodoviário.

Até a semana passada, conforme já foi registrado neste blog, a situação da praça – que ganhou motivos japoneses, inclusive um Buda, graças a uma idéia brilhante do secretário José Shimomura – era de abandono. O desleixo com a praça talvez fosse até uma estratégia da administração Parini para mostrar aos visitantes que chegavam de ônibus como eles encontrariam o resto da cidade.  Nesta semana, porém, quem sabe por conta da programação que a primeira-dama está preparando para homenagear a colônia japonesa, a praça passou por um processo de limpeza que há muito não via.

Infelizmente para os peixinhos, a limpeza chegou um pouco tarde. Cerca de quarenta deles, como esses das fotos, morreram nos últimos dias, em função, provavelmente, da sujeira acumulada na água. A matéria sobre a mortandade dos peixes  estará em A Tribuna, edição de domingo, assinada pelo repórter Alexandre Ribeiro, o Carioca.

Publicados originalmente no blog do cardosinho

Não temos dúvida quanto à necessidade de se chamar a população para se mobilizar no combate à dengue. Acreditamos, tambem, no firme propósito dos responsáveis pelo combate à dengue em desempenhar bem o seu  papel. Mas o problema é maior do aparenta ser…

A verdadeira questão, que muitos insistem em não querer ver, é outra. As políticas de saúde devem ser políticas de Estado, não apenas politicas de Governo. Os trabalhadores precisam ser servidores públicos estáveis. O sistema não funciona sem controle e participação popular. O combate à dengue não é um problema do setor saúde, é um problema de todo o aparelho de Estado, por ser uma batalha que envolve toda a sociedade.

Com a terceirização da saúde pública, caso do município de Jales, os trabalhadores ficam sem estabilidade e podem perder seus empregos facilmente, assim, cuidam de não falar verdades que os gestores não querem ouvir. Na justa medida em que o cidadão não se sentir incluido na gestão do estado, da coisa pública, os governos perdem em adesão e ganham em críticas nos espaços informais. No caso em questão, fica evidente, pela falta de cuidados do poder público municipal com praças e espaços públicos (vide mortalidade dos peixes) que não é só a população a “desleixada”.

A falta de empenho na realização, até agora, da Conferencia Municipal de Saúde é simbólica da postura de “valorização” e “respeito” pelo cidadão. Eis a verdadeira questão, e pode custar caro, pode custar vidas…


Aos 39 anos de idade, Padilha, médico infectologista formado pela Unicamp, soma vasta experiência em saúde pública. Foi coordenador do Núcleo de Extensão em Medicina Tropical do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da USP (Numetrop/USP), entre 2000 e 2004, período em que também coordenou a área de Projetos de Pesquisa, Vigilância e Assistência em Doenças Tropicais, no Pará, uma ação realizada em parceria com a OPAS/OMS.

Ainda em 2004, Alexandre Padilha assumiu o cargo de diretor Nacional de Saúde Indígena da Funasa, órgão ligado ao Ministério da Saúde. Nomeado ministro de estado chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República em setembro de 2009, Padilha atuava na coordenação política do governo Lula desde agosto de 2005, quando ingressou na Subchefia de Assuntos Federativos (SAF), a qual chefiou entre janeiro de 2007 e a posse como ministro. Membro do PT, Alexandre Padilha integrou a coordenação das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (1989 e 1994) e da presidente Dilma Roussef (2010). Em entrevista exclusiva ao site, o ministro da Saúde aborda questões sensíveis à organização e aos avanços do SUS.


 

Como reorganizar a Atenção Básica de forma a evitar que os usuários do SUS busquem consultas diretamente com especialistas, em hospitais, sobrecarregando o serviço? Há um projeto em andamento?
O sistema está em plena reorganização e uma das propostas da presidenta Dilma Rousseff é valorizar ainda mais este segmento da saúde pública. A ampliação do acesso à saúde com acolhimento de qualidade tem como um dos pilares fundamentais o fortalecimento da Atenção Básica. Essa perspectiva já começa a representar uma mudança significativa em relação ao modelo anterior, que colocava o hospital como centro da atenção à saúde.
Estudos demonstram que a atenção básica pode resolver mais de 80% dos problemas de saúde das pessoas. Por isso, temos feito um importante esforço no Brasil para constituir uma rede integrada que acolha e resolva os problemas das pessoas, evitando filas nos hospitais e o gasto desnecessário de recursos públicos.

A Estratégia de Saúde da Família é a principal porta de entrada do cidadão na rede pública de saúde. As equipes de Saúde da Família são responsáveis por ofertar uma atenção integral que passa pela promoção da saúde, vai para a prevenção de doenças e encaminhamento a especialistas, e ainda inclui a recuperação da saúde desde a primeira atenção aos casos agudos e urgências até o cuidado longitudinal dos agravos crônicos.
Hoje já temos 31.660 equipes de Saúde da Família que abrangem 100 milhões de brasileiros. Elas estão presentes em 5.294 municípios, ou seja, 95% do total. Na Atenção Básica, prevemos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II) o investimento de R$ 5,5 bilhões na construção de 8.694 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Somente em 2011, serão R$ 565 milhões em 2.122 novas UBS.

 

Muitos portadores de doenças crônicas não têm acompanhamento na Atenção Básica, porque não querem ou porque acabam ficando fora do serviço e o quadro evolui para a Alta Complexidade. Quais os planos do Ministério da Saúde, nos estados, para ficar mais próximo deste usuário?
Praticamente dobramos a cobertura populacional das equipes de Saúde da Família desde 2002, quando atendíamos 55 milhões de pessoas no Brasil. Essa ampliação nos possibilita fortalecer as ações de prevenção a doenças e de promoção da saúde e bem estar, na prática, mais próximos aos usuários do SUS. A Estratégia Saúde da Família amplia de fato o acesso dos brasileiros aos serviços básicos de saúde, desde consultas e exames até as visitas regulares dos profissionais de nossas equipes aos domicílios dos cidadãos. É o SUS batendo à porta de casa.

Essa maior proximidade do usuário do SUS, que viemos conquistando e vamos aprimorar ainda mais, está integrado às campanhas de promoção da saúde e a ações jamais feitas antes, como disponibilizar gratuitamente em 15 mil pontos do Aqui Tem Farmácia Popular de todo o País medicamentos para quem tem hipertensão e diabetes. Acabamos de realizar essa promessa de campanha da presidenta Dilma.
Essas são duas doenças crônicas muito preocupantes do ponto de vista epidemiológico, porque são responsáveis por 34% do total de óbitos do Brasil. Dentro dos programas Aqui Tem Farmácia Popular e do Farmácia Popular do Brasil, vamos avaliar como ampliar ainda mais o acesso de pessoas com doenças crônicas, como essas, a medicamentos subsidiados ou gratuitos.
Como o Ministério da Saúde atuará para obter a tão desejada intersetorialidade nas ações de governo?
Ações integradas entre os diversos órgãos de governo, estados e municípios já são uma realidade. Alguns exemplos: a revalidação de diplomas de médicos do estrangeiro e o investimento na residência médica em lugares longínquos e com escassez de profissionais, em parceria com o Ministério da Educação; o investimento de R$ 780 milhões em pesquisa, entre 2003 e 2010, juntamente com fundações estaduais de amparo à pesquisa e o Ministério da Ciência e Tecnologia; a participação de militares das Forças Armadas nas atuais ações de orientação para o controle da dengue em diversos estados, especialmente onde existe risco maior quanto ao sorotipo DENV-4, como Amazonas e Roraima.
Entre as ações que estamos empreendendo, destaco especialmente o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, da Presidência da República. É um Plano que envolve diretamente o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), que juntos estão investindo R$ 140,9 milhões, e outros órgãos federais. No Plano, estamos implantando mais 6.120 leitos para o atendimento de usuários e aprimorando o acolhimento fora dos hospitais.
O fortalecimento da prevenção e da atenção aos usuários de álcool, crack e outras drogas é inclusive um dos compromissos da presidenta Dilma, que depende substancialmente de aprofundarmos cada vez mais as ações integradas com estados e municípios.
A previsão do atual governo é ampliar o repasse da saúde a estados e municípios e aperfeiçoar os mecanismos de acompanhamento, monitoramento e controle social dos recursos. A idéia é, ainda, priorizar o combate ao desperdício e a desvios de recursos, modernizar e profissionalizar a gestão do SUS.
Muito se fala em UPAs, Unidades de Pronto Atendimento, não seria mais adequado reestruturar as unidades básicas e os hospitais de referência? As UPAs parecem ser apenas mais uma unidade de saúde e não uma unidade que traga diferencial.
Postos e centros de saúde atendem os cidadãos em suas necessidades mais básicas. Os hospitais, nas necessidades mais complexas. A ampliação do atendimento intermediário vai reduzir as filas que vemos à porta das emergências dos hospitais, possibilitando o atendimento a fraturas e queimaduras e cuidados iniciais em casos como AVCs, por exemplo.
Nesse contexto, em que priorizamos a integração dos serviços de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento 24 Horas (UPAs) são fundamentais para o atendimento a pacientes encaminhados pelas equipes de Saúde da Família e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/192). E o grau de resolutibilidade das UPAs ultrapassa os 97%. Isso significa que 3% dos pacientes que ali chegam precisam de transferência para hospitais, depois de receber o primeiro atendimento. O fundamental é não perder a perspectiva de que estamos construindo uma rede de atendimento as urgências e emergências no País.No PAC II, de 2011 a 2014, vamos investir R$ 2,6 bilhões na construção, compra de equipamentos e no custeio de 500 UPAs. Ainda neste ano de 2011, serão investidos R$ 268,4 milhões em 139 UPAs distribuídas por 115 municípios. Já temos hoje, no Brasil, 100 UPAs com recursos da União, seja na construção, nos equipamentos ou no custeio, em pleno funcionamento.
Mais um Verão com dengue. O mosquito e o vírus estão fortes no Brasil desde o final da década de 90. Todas as campanhas publicitárias focam na necessidade de intervenção das pessoas, da comunidade, ou seja, pedem mudança de comportamento. Mais de 10 anos depois, não teria chegado a hora de fazer um diagnóstico dessas campanhas e avaliar o que não deu certo e o que deu?
Primeiro, é importante destacar que em geral as pessoas não se dão conta de que a dengue não é apenas um problema do setor Saúde. Envolve também questões relacionadas ao clima, ao meio ambiente, à infra-estrutura das cidades, ao saneamento básico, à coleta de lixo, enfim, fatores que contribuem para a manutenção do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, no ambiente.
Essas condições tornam impossíveis hoje a eliminação do mosquito transmissor. Por isso, a principal arma é o controle dele, que deve priorizar a eliminação dos criadouros. Isso pressupõe uma ação conjunta do setor público, dos governos federal, estaduais e municipais, e também do setor privado, das igrejas, das escolas. E, claro, o apoio da população. Hábitos já conhecidos do público, como eliminar a água dos pratos de plantas, limpar calhas e ralos, cobrir reservatórios de água, não deixar pneus e recipientes que possam acumular água a céu aberto ainda são armas poderosas. 
Pesquisas do Ministério da Saúde sobre nossas campanhas de prevenção e combate à dengue mostram que 91% das pessoas se sentem informadas sobre como se pega a doença. Mas, contraditoriamente, 55% dos entrevistados acham que se o vizinho não tomar as precauções necessárias para evitar o mosquito, as medidas que ele mesmo adotar não vão adiantar. É um paradoxo. Precisamos mobilizar cada vez mais a população para transformar seu conhecimento em ação. Essa é uma responsabilidade do poder público e de vários outros atores, incluindo os veículos de comunicação, que têm um papel fundamental.

Crédito da fotografia: ASCOM/ Ministério da Saúde

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