arquivo

Arquivo da tag: Campinas – SP

Flávia Albuquerque – Agência Brasil


Desde setembro de 2012, a doença se desenvolveu em 14 crianças  (Radilson Carlos Gomes)

São Paulo – Dos 1.054 bebês nascidos entre janeiro e junho de 2012 no hospital particular Madre Theodora, em Campinas, no interior de São Paulo, foi confirmada a infecção latente de tuberculose em 90 deles, informou a Secretaria Municipal de Saúde. Os bebês foram contaminados após contato direto ou indireto com uma enfermeira que estava doente e não sabia. A infecção latente é quando o bacilo está presente, mas a doença não se desenvolve. A infecção se espalhou porque uma enfermeira que trabalha no hospital particular estava doente e não sabia.

De acordo com a secretaria, desde setembro de 2012, a doença se desenvolveu em 14 crianças. Ainda faltam 13 bebês para serem examinados.

Segundo o  Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), os bebês, que desenvolveram a doençã, estão sendo tratados, por um período de seis meses, com antibióticos, disponíveis somente no Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital informou que está custeando o  medicamento e exames feitos em clínicas particulares.

A enfermeira, que estava de férias em julho, não retornou ao trabalho e ainda está em licença médica. O foco da doença já foi controlado e os bebês não podem transmiti-lá.

Publicado em 24/01/2013 por cmsaudecampinas

Carmino Antônio, Paulo Mariante, Eloisa Macedo e José Paulo Porsani, na plenária desta quarta-feira

Carmino Antônio, Paulo Mariante, Eloisa Macedo e José Paulo Porsani, na plenária desta quarta-feira
Marco Aurélio Capitão
Com 15 votos contrários, 6 favoráveis e 6 abstenções, o Conselho Municipal de Saúde de Campinas (CMS) rejeitou na noite desta quarta-feira, 23, a cessão de quarenta servidores públicos municipais para a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) que administra o Complexo Hospitalar Ouro Verde. Os conselheiros também decidiram adiar a votação da cessão de outros 77 funcionários públicos municipais para o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira.

No caso do Cândido, o plenário optou por formar uma comissão para discutir o assunto. Integrará essa comissão membros do CMS, da Secretaria Municipal de Saúde, Sindicato dos Servidores, SinSaude e trabalhadores envolvidos. A primeira reunião está marcada para acontecer terça-feira, 29 de janeiro, às 14h, na sala do Conselho Municipal de Saúde.

Na mesma plenária desta quarta-feira o CMS também aprovou um aditamento de R$ 13.559.638,09 para o Cândido Ferreira. Esse recurso será empregado para o pagamento das rescisões contratuais dos trabalhadores que estão sendo demitidos pela instituição até o dia 13 de março. Essas demissões, como foi determinado pelo Ministério Público Federal, colocam fim ao convênio firmado em 2005 entre a Prefeitura e o Cândido Ferreira para a contratação de trabalhadores para o Programa de Saúde da Família.

O Conselho ainda aprovou liberação de verba para o convênio com o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Esses recursos, no montante de R$ 1.097.958,96, já haviam sido aprovados ad referendum pelo presidente do CMS, José Paulo Porsani, na plenária do dia 12 de dezembro de 2012. Devido ao adiantado da hora não houve tempo hábil para a apresentação, discussão e deliberação dos convênios da Secretaria de Saúde com o Instituto Penido Burnier e com o Centro Corsini. Os dois temas serão incluídos nos primeiros itens da pauta da próxima reunião plenária marcada para 6 de fevereiro próximo.
Secretário ouve conselheiros

Em sua primeira participação na plenária do CMS, como secretário municipal de Saúde, o médico hematologista Carmino Antônio de Souza se colocou como parceiro do Conselho e fez votos de respeitar o caráter consultivo e deliberativo do órgão colegiado. Carmino aproveitou para fazer duras críticas às limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Dentro de uma Constituição socializante, como a que foi promulgada em 1988, temos uma lei neoliberal que trava a máquina pública e traz sérias restrições ao desenvolvimento das políticas públicas de saúde”, lamentou.
O secretário de Saúde ouviu muitas críticas direcionadas ao encerramento do convênio firmado entre a Prefeitura e o Cândido Ferreira na área do PSF. Em diversas falas de conselheiros Carmino foi alertado que a demissão de trabalhadores experientes, até o dia 13 de março, principalmente nas áreas de combate à dengue e urgência e emergência, trará transtornos aos usuários.

Malgrado todos os argumentos, Carmino colocou que a extinção do convênio é uma decisão da Justiça. “Essa definição se arrastou muito e acabou tendo que ser definida na nossa gestão. A demissão desses trabalhadores trouxe muita contrariedade, tanto para mim como para o prefeito Jonas Donizette, mas já foi determinada pela Justiça e não há nada que podemos fazer”, colocou.

Após se apresentar ao pleno, o secretário de Saúde, durante 40 minutos, ouviu uma série de reclamações sobre a precariedade dos serviços de saúde de Campinas. Dentro desse rosário desfiado pelos conselheiros dos mais diversos segmentos, Carmino ouviu que moradores de rua de Campinas, por falta de documento de identidade, não têm acesso ao SUS, que R$ 22 milhões da área da saúde foram desviados para a Assistência Social, que o PA Centro foi inaugurado sem ar condicionado e sem Raio X, que faltam médicos nas unidades básicas de saúde e nos Pronto-Atendimentos, que pacientes tiveram exames de raio X trocados no PA São José, que a farmácia do Oziel e Monte Cristo vai fechar por falta de farmacêuticos, entre outras coisas.

O presidente do CMS, José Paulo Porsani, por seu turno, usou seu tempo de fala para comunicar ao secretário de Saúde que o Conselho não foi comunicado sobre o fechamento de 58 leitos do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti. Segundo Porsani desde 20 de dezembro do ano passadoforam fechados seis leitos de neurologia, 18 de ortopedia, 15 de cirurgia geral, cinco de clínica médica e 14 de pediatria. Funcionários do HMMG presentes na plenária informaram que os leitos foram fechados para reforma.

Moções

No encerramento da primeira plenária de 2013, o plenário ainda teve tempo de aprovar três moções, a primeira quer explicações da Secretaria de Saúde sobre o fechamento dos leitos do Mário Gatti. A segunda moção solicita que a Prefeitura e a Câmara Municipal esclareçam por que recursos de R$ 22 milhões que teriam sido remanejados da Secretaria Municipal de Saúde para a Secretaria Municipal de Cidadania e Inclusão social. A terceira moção, por fim, solicita que a presidenta Dilma Rousseff assine a desapropriação do Sítio Boa Vista, em Americana, onde está situado o Assentamento Milton Santos. “A desapropriação é a única possibilidade de se evitar um novo massacre como o que ocorreu no Pinheirinho, em São José dos Campos”, justificou o médico Felipe Monte Cardoso, conselheiro do segmento dos trabalhadores e autor da moção.

Silvia Bellucci

Antes do encerramento da sessão plenária, a enfermeira Cristina Hilário tomou a palavra para lembrar do falecimento da médica imunologista Silvia Bellucci, com 63 anos, em 30 de dezembro de 2012. Conhecida no Brasil e no exterior como referência na pesquisa sobre o vírus da Aids (HIV), Silvia Bellucci é fundadora do Centro Corsini de Campinas. Como homenagem, os conselheiros aplaudiram em pé a médica.

Conselho Municipal de Saúde debate o desabastecimento na saúde pública nesta quarta-feira, no Salão Vermelho
by cmsaudecampinas

Marco Aurélio Capitão

Em sessão extraordinária, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) reúne-se às 18h30 desta quarta-feira, no Salão Vermelho da Prefeitura para discutir o desabastecimento da rede de atenção à saúde. Na ocasião, o diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Mauro José Silva Aranha, fará uma apresentação sobre a disponibilidade de medicamentos e insumos na Rede Municipal de Saúde.

Em sua apresentação, o diretor administrativo falará sobre as dificuldades na gestão dos contratos terceirizados, falta de autonomia administrativa e financeira da Secretaria Municipal de Saúde, atraso de pagamento de fornecedores, atraso na entrega de materiais/medicamentos/serviços/obras, necessidade de investimento em RH, manutenção predial, entre outros pontos.

Também constam na pauta dessa reunião extraordinária a discussão e a deliberação da renovação do convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Maternidade de Campinas. De acordo com o contrato com as partes, o convênio terá vigência entre abril de 2012 a abril de 2013. Para esse período de 12 meses o convênio prevê recursos estimados em R$ 21.939.956,76.

Conselho Municipal de Saúde debate o papel da Vigilância em Saúde em Campinas

by cmsaudecampinas

Marco Aurélio Capitão
O Conselho Municipal de Saúde de Campinas (CMS) apreciou na última quarta-feira, 28 de março, no Salão Vermelho da Prefeitura, o relato “A Vigilância em Saúde de Campinas: Problemas e Desafios”, apresentado pela doutora Maria Filomena de Gouveia Vilela, diretora da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas.
Após os apartes dos conselheiros, o plenário aprovou uma resolução em que o CMS cobra providências da Secretaria de Saúde no sentido de corrigir os problemas apontados durante o debate. Logo em seu primeiro ponto, a resolução pede a reafirmação da Deliberação 7.3 da 9ª Conferência Municipal de Saúde, realizada no município em maio de 2011: “Garantir inspeções sanitárias nos serviços públicos e conveniados com autonomia das equipes técnicas…”.
Em sua apresentação, Maria Filomena fez um histórico da saúde no município e destacou a incorporação da Vigilância Campinas em meados dos anos 80, a municipalização das ações da Vigilância Sanitária, em 1993, a incorporação da Vigilancia Ambiental e a descentralização das ações de vigilância de saúde do trabalhador.
Sobre os desafios a serem enfrentados na área, a doutora destacou o déficit na área de recursos humanos que afeta sobremaneira a área da Vigilância Sanitária e lembrou que o último concurso público na Prefeitura de Campinas foi realizado há 12 anos. Lamentou, ainda, a ausência de um procurador específico na área jurídica, “o que interfere na condução do trabalho, principalmente da Vigilância Sanitária”.
Fez questão de ressaltar que a área de atuação da Vigilância é a mesma para os vários serviços de saúde públicos ou privados. Ressaltou, todavia, que o órgão trabalha dentro de limites institucionais e de procedimentos dentro da máquina pública. Ao colocar que a Vigilância não responde isoladamente pela solução dos problemas, frisou que é necessário o entendimento de que, na Saúde, existe uma abordagem diferenciada para o público e para o privado.
No seu entender, o serviço privado visa o lucro enquanto que o SUS trabalha dentro dos princípios da universalidade, em que a saúde é reconhecida como um direito fundamental do ser humano; da equidade, quando as diferenças sociais obrigam tratar desigualmente os desiguais; e da integralidade, que significa garantir a todos um conjunto articulado de ações e serviços preventivos, curativos e coletivos.
Providências
Além de exigir o cumprimento das resoluções da 9ª Conferência Municipal de Saúde, o Conselho, em sua resolução aprovada por unanimidade, voltada para a Vigilância em Saúde, incluiu as seguintes diretrizes: Condições dignas de trabalho; RH compatível com o crescimento da economia e população; Qualificação e atualização dos trabalhadores para o enfrentamento da diversidade e complexidade da função; Advogado como parte do quadro de RH; Administrativo capacitado e exclusivo para Vigilância Sanitária; Segurança patrimonial e pessoal; Não interferência política no processo (autonomia); Participação da sociedade, Estratégias de divulgação de informação; Normatização não conflitante e atualização das mesmas.
Ausência da PUCC
O Conselho Municipal de Saúde também aprovou, na mesma plenária, uma resolução em que manifesta “Motivo de estranhamento em relação à ausência da PUCC na participação da Puccamp no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET – Saúde), devendo ao mesmo uma explicação que justifique esta atitude, tendo em vista a participação da universidade no SUS e a busca constante da qualificação dos profissionais para enfrentamento das questões sociais da saúde pública”.
Em Campinas, o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde conta com a participação de alunos dos cursos de medicina, enfermagem e fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp
O Pró-Saúde foi lançado em 2005, por meio de Portaria Interministerial entre os Ministérios da Saúde e da Educação. Um de seus objetivos é diminuir o distanciamento entre as universidades e a prestação real dos serviços de saúde, incentivando mudanças na formação de médicos, enfermeiros e dentistas, de acordo com as necessidades da população brasileira. O objetivo do PET-Saúde é estimular estudantes e professores a desenvolver estudos para a área de Atenção Básica, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Edna Madalozzo

“Hoje a maior preocupação do médico não é com salário, mas sim com as condições de trabalho”. A frase de Casemiro dos Reis Junior, presidente do Sindicato dos Médicos de Campinas e Região (Sindimed) abriu o debate sobre Violência Contra Profissionais de Saúde, realizado na terça-feira (27), no Plenarinho da Câmara Municipal de Campinas. Para Casemiro as entidades médicas estão em alerta com o aumento da violência nas unidades de saúde e o foco não é proteger apenas a classe médica, mas também os demais funcionários e os usuários dos serviços.
Das 67 Unidades de Saúde no município, 27 delas sofreram violência no ano passado. “Esse dado, levantado pelo Governo Municipal, mostra que a saúde está doente”, aponta Clóvis Acúrcio Machado, presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC). “Cada ator – gestores, usuários e funcionários – deve fazer a reflexão sobre sua responsabilidade em mudar esse quadro, a sociedade tem que ser mais participativa. Hoje, o problema só é lembrado quando um caso aparece na mídia, mas a violência esta aí todos os dias”, lembra.
Segundo Sinval Dorigon, secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, foram registrados no último ano 3.190 ocorrências de violência contra profissionais da saúde no município de Campinas, 70% está concentrada em apenas cinco Unidades. “A média é de nove casos por dia”, alerta Casemiro, “isso requer ação imediata do poder público com a Guarda Municipal presente em tempo integral nos locais com maior índice de agressões”.
Para a delegada superintendente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Marisa Broglio, muitas vezes a falta de resolutividade é a causa da insatisfação do médico e de sua não fixação na unidade de saúde. “Essa ausência de resultados satisfatórios também atinge o usuário e, não raramente, acaba causando revolta e uso da violência física e verbal”, conclui a médica.
Falta de notificação

A ausência de ocorrência não contribui com o trabalho da Polícia Militar. O Major Henrique Neto, representando a Polícia Militar, destacou que a notificação do médico ou outro funcionário, com registro de Boletim de Ocorrência, é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento dos serviços prestados à comunidade. “Não temos como colocar um policial em cada esquina, então trabalhamos com a inteligência, com dados que apontam onde e como atuar”, alerta o Major.
Tanto para o secretário de Saúde, Luis Fernando Brandão do Nascimento, quando para a Secretaria de segurança, é necessário uma gestão mais participativa. Nascimento dá como exemplo o Jardim Monte Belo, bairro carente da periferia de Campinas, onde a comunidade reverteu o índice de violência na Unidade de Saúde com ações vindas a partir das demandas e sugestões da própria comunidade. O secretário afirmou que já estão sendo providenciadas câmeras de monitoramento, alarme em todas as unidades de saúde e alarme de pânico para o pronto atendimento da GM em caso de ocorrência de atos violentos, mas não soube dizer quando exatamente os equipamentos serão instalados.
“Esse é o primeiro evento de outros que pretendemos promover para reverter o quadro de violência contra profissionais da saúde em Campinas”, afirmou Casemiro.
Principais sugestões apontadas pelos participantes do debate:
– Notificar o gestor e a polícia militar os casos de violência;
– Melhorar o relacionamento das equipes de saúde com a comunidade;
– Identificar o acompanhante, responsáveis por mais da metade das agressões ;
– Abrir mais canais de participação popular para discutir e apontar soluções;
– Buscar soluções conjuntas com o Conselho Municipal de Saúde, Conselhos Locais de Saúde e entidades da sociedade civil organizada;
– Ações imediatas de segurança em unidades onde há maior índice de violência: instação de câmeras, alarmes e policiamento integral;
– Humanização no atendimento ao usuário e maior treinamento das equipes;
– Dar condições de atendimento, hoje faltam remédios, as equipes muitas vezes estão incompletas e os prédios danificados.
– Fortalecer as Unidades de Atenção Primária:
– Fortalecer a rede de atendimento à saúde mental;
– Cuidar da saúde do profissional que sofreu violência;
– Criar programas sócio-educativos para a população saber onde e quando procurar a saúde pública.

 

Publicado em cmsaudecampinas

Marco Aurélio Capitão

Campinas é a oitava cidade brasileira entre as que oferecem melhor atendimento na rede pública de saúde. O indicativo consta no Índice de Desempenho do sistema Único de Saúde (IDSUS) divulgado em 1º de março pelo Ministério da Saúde (MS) que avaliou, entre 2008 e 2010, os diferentes níveis de atenção (básica, especializada ambulatorial e hospitalar e de urgência e emergência).
A pesquisa foi dividida em seis grupos homogêneos, de acordo com o tamanho da cidade e os serviços que presta na rede pública de saúde. Campinas ficou no Grupo 1. O IDSUS leva em consideração a análise concomitante de três índices: de Desenvolvimento Socio-econômico (IDSE), de Condições de Saúde (ICS) e de Estrutura do Sistema de Saúde do Município (IESSM).
Basicamente, os Grupos 1 e 2 são formados por municípios que apresentam melhor infraestrutura e condições de atendimento à população; os Grupos 3 e 4 têm pouca estrutura de média e alta complexidade, enquanto que os Grupos 5 e 6 não têm estrutura para atendimentos especializados. A proposta é unificar em grupos cidades com características similares.
Dentro de uma pontuação de 0 a 10 Campinas obteve 6,41, nota que a coloca acima da média do País (5,47), da região sudeste (5,56) e do Estado de São Paulo (5,77). A avaliação também deixa Campinas ao lado das 16 maiores cidades do País, com mais de um milhão de habitantes, que contam com o melhor sistema público de saúde.
A avaliação do MS levou em conta o cruzamento de 24 indicadores dentro das áreas de atenção básica, atenção ambulatorial e hospitalar de média complexidade, atenção ambulatorial e hospitalar de alta complexidade, além de urgência e emergência.
Fernando Brandão, secretário municipal de Saúde de Campinas, analisa que esses números refletem um esforço de décadas, conquistas que vieram com o controle social e que estão tendo todo o apoio deste governo. O secretário pondera, todavia, que esse resultado precisa ser analisado com cautela, pois a nota 6,41 está abaixo da meta estabelecida pelo IDSUS, que é 7,0. “Temos ciência dos nossos avanços, mas sabemos também que os desafios são muitos. Vamos trabalhar para que na próxima avaliação Campinas esteja ainda melhor”, colocou.
Segundo o secretário, o IDSUS é uma iniciativa de vital importância para o aprimoramento das políticas de saúde do Brasil. No seu entender, os dados dessa pesquisa foram submetidos a rigorosa metodologia de validação e análise, inclusive com o envolvimento de universidades e entidades renomadas como e Organização Mundial da Saúde (OMS),Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Nos indicadores que avaliam o acesso à Atenção Básica de Saúde, Campinas, de acordo com o IDSUS, é a terceira melhor colocada entre maiores cidades brasileiras, com a nota 7,31. “Podemos melhorar, mas ainda esbarramos em dificuldades em relação a recursos humanos, gestão e financiamento”, avalia o secretário.
O desempenho, a agilidade e a eficiência do SAMU 192, segundo o secretário de Saúde, fizeram a diferença para o baixo índice de óbitos por acidentes de pacientes encaminhados aos hospitais. Nesse quesito Campinas obteve a nota 9,42 e se colocou em 3º lugar entre as dezesseis metrópoles.
O município conseguiu nota máxima em relação aos serviços de média e alta complexidade, na urgência e emergência, oferecidos para pacientes não residentes em Campinas, o que deixou a cidade em 1º lugar nesses indicadores. “Isso mostra que a região metropolitana conta, de fato, com um sistema de saúde que engloba os serviços municipal e estadual. Podemos dizer – resume Brandão – que temos um Colegiado Gestor Regional eficiente e isso é uma vitória do SUS”.
Outra nota 10 foi tirada por Campinas na efetividade dos centros de saúde, isto é, nas internações sensíveis à atenção básica (evitáveis). “Conforme explica o secretário de Saúde, “esse primeiro lugar que dizer que temos uma linha de cuidados que faz com que a Unidade Básica de Saúde (UBS) resolva o problema do paciente e evite que ele seja internado. A pesquisa mostra que estamos numa trajetória de melhora e, com certeza, vamos evoluir ainda mais”.
Apesar das notas relativamente altas na efetividade da atenção básica na incidência da sífilis congênita e na cura da tuberculose e da hanseníase, a enfermeira Brigina Kemp, coordenadora da Vigilância Epidemiológica (Covisa) da Secretaria Municipal de Saúde, explica que os profissionais da saúde pública, no caso da sífilis, ainda encontram dificuldades de tratar os parceiros dos pacientes doentes.
“No caso da cura da tuberculose– explica Brigina – estamos com a nota 8,9. Precisamos melhorar. Encontramos dificuldades na resistência dos pacientes em prosseguir com o tratamento que, relativamente, é muito longo. No caso da hanseníase, apesar da nota alta, 9,17,ainda estamos atrás de muitas cidades”, reconhece a enfermeira, lembrando que Campinas foi certificada pelo Ministério da Saúde por ter alcançado a meta de eliminação da doença enquanto problema de saúde pública.
Transparência.

Além de dar maior transparência ao quadro geral da oferta e da situação dos serviços de saúde, o IDSUS 2012 servirá como instrumento de monitoramento e avaliação para que os dirigentes dos três níveis – federal, estadual e municipal – tomem decisões em favor do aprimoramento das ações de saúde pública no País.
O levantamento de dados para divulgação do IDUS 2012 será realizado a cada três anos. Desde a idealização até a fase de finalização, o índice foi construído com a participação de vários segmentos do governo, técnicos, acadêmicos e com a participação e aprovação do Conselho Nacional de Saúde

Publicado por cmsaudecampinas

Diante da matéria divulgada nesta sexta-feira,3 de fevereiro, na Primeira Edição do Jornal Regional da EPTV, que atribui a este Conselho a responsabilidade por “congelar repasses” de verba federal para o Complexo Hospitalar Ouro Verde, vimos esclarecer:

No dia 12 de maio de 2010, por 21 votos favoráveis e oito contrários, o Conselho Municipal de Saúde de Campinas (CMS) deliberou que o Complexo Hospitalar Ouro Verde (CHOV) passasse a contar com uma gestão pública, sem intervenientes privados como a SPDM.

Desde então, este Conselho vem condicionando as deliberações relacionadas a essa instituição às providências da Prefeitura para a municipalização do CHOV.

Todavia, diferentemente do que foi levado ao ar na reportagem desta sexta da Rede Globo, o Conselho Municipal de Saúde de Campinas (CMS) não tem nenhuma responsabilidade sobre o bloqueio de uma verba de R$ 13 milhões, já liberada pelo Ministério da Saúde (MS) para a ampliação de leitos do Hospital Municipal Ouro Verde.

Na sessão plenária do CMS do dia 28de outubro de 2011, ocasião em que já havia sido publicado o decreto de municipalização do Ouro Verde, o CMS aprovou o Termo Aditivo (TA) com a liberação da verba do Ministério da Saúde.

Portanto, desde 28 de outubro de2011 a Secretaria Municipal de Saúde tem o aval do CMS para captar e direcionar o dinheiro para o Ouro Verde.

Assim, se há algum entrave que impede a efetivação de tal repasse para o hospital, não é deste Conselho a responsabilidade. Cabe, portanto, à Secretaria Municipal de Saúde esclarecer qual é o impasse, aparentemente relacionado à realização de uma auditoria externa nas contas do hospital.

 

  • Paulo Sérgio Porsani, presidente do Conselho Municipal de Saúde de Campinas
  • Gerardo Mendes de Melo, Conselheiro usuário do Conselho Municipal de Saúde
  • Francisco Mogadouro Cunha, Conselheiro trabalhador do Conselho Municipal de Saúde
%d blogueiros gostam disto: