Minas já fala em pior epidemia de dengue da história Número de óbitos beira 50. Capital confirma terceira morte e avanço da infestação do mosquito.

Escolas da rede estadual pararam para assistir a peças de teatro e a videoaula sobre formas de prevenção e combate à doença

O número de mortes por dengue em Minas Gerais pode chegar a 48, naquela que já vem sendo considerada a pior epidemia enfrentada pelo estado. Além dos 41 casos registrados no balanço divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), três óbitos foram confirmados no começo da noite pelas secretarias municipais de Saúde de Sete Lagoas (dois) e Belo Horizonte. Quatro mortes registradas na semana passada, duas em Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, e duas em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, ainda estão à espera da confirmação da SES, embora os atestados de óbito registrem a dengue como causa.

Em Belo Horizonte, a confirmação pela Secretaria Municipal de Saúde  da terceira morte em decorrência da forma hemorrágica da doença – um homem de 67 anos, hipertenso, morador da Região Norte, a mais afetada pela doença – coincide com o avanço da infestação do transmissor. O Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegipyt (LIRAa) saltou de 1,9% em janeiro para 3% em março. Ou seja, três em cada 100 dos 35 mil imóveis pesquisados apresentaram criatórios do mosquito.

As regiões Leste e Venda Nova apresentaram os maiores índices de infestação, de 4,4%, com destaque para os bairros Belém/Primeira Seção, Esplanada, Pompeia, Vila Nossa Senhora do Rosário e Vila São Rafael. A região que apresentou menor índice de infestação foi a Centro-Sul, com 1,6%. Os criadouros predominantes têm sido recipientes plásticos, latas e garrafas, que acumulam água (32,3%), vasos e jarros de plantas (15,2%) e recipientes domésticos (8,7%).

Na última semana, o número de casos confirmados da doença subiu de 8.790 para 10.180, aumento de 1.390 na capital. De janeiro até a última quarta-feira, são 43.087 casos notificados, sendo 29.254 ainda em avaliação e 3.663 descartados. As regiões que lideram em números de casos confirmados da doença são a Norte (2005 vítimas), Nordeste (1991) e Venda Nova (1.438).

Com o avanço da doença na capital, o total de diagnósticos confirmados no estado chega a 53.732. A epidemia neste ano já é considerada a pior em Minas, se avaliado o histórico de notificações entre janeiro e abril. O balanço divulgado ontem pela Secretaria de Estado da Saúde sobre doentes que procuraram postos até a segunda semana deste mês revela 198.502 casos suspeitos de contaminação. O número é maior que o contabilizado no mesmo período de 2010 – ano da maior epidemia da história do estado –, quando Minas tinha 196.823 pessoas com sintomas da doença até 30 de abril.

O secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, admitiu ontem que a dengue está mais letal em 2013. “Estamos cientes de que há uma elevação da letalidade, mas isso ainda será objeto de pesquisa. O que sabemos é que muitos desses óbitos estão relacionados a doenças associadas, inclusive a gripe, que continua matando”, observa.

Ontem, o secretário de Saúde de Belo Horizonte informou que as condições meteorológicas deste ano fizeram diminuir o ciclo de reprodução do mosquito, de 23 para 12 dias. O período de incubação do vírus na fêmea também caiu de 16 para oito dias.

Educação

Em nível estadual, as ações de combate à dengue ganharam o reforço da Secretaria de Estado de Educação, que realizou ontem mobilização nas escolas. Pela manhã, as aulas foram interrompidas para uma videoaula transmitida pelo canal Minas Saúde sobre medidas de prevenção. Os alunos participaram também  de atividades temáticas, oficinas, palestras e peças teatrais.

Escolas da rede estadual pararam para assistir a peças de teatro e a videoaula sobre formas de prevenção e combate à doença (Marcos Michelin/EM/D.A Press)

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