Noroeste Paulista: Jales – A SUPOSTA NEGLIGÊNCIA MÉDICA NO PRONTO-SOCORRO

Republicamos abaixo a informação do blog do cardosinho, mas é impossível não observar que o mesmo tratamento deveria ser dado aos problemas que acontecem, e acontecem, na medicina privada da cidade.

A SUPOSTA NEGLIGÊNCIA MÉDICA NO PRONTO-SOCORRO DE JALES E O PAPEL DA IMPRENSA

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Algumas pessoas, provavelmente ligadas à administração municipal, não gostaram – aparentemente – da matéria que este aprendiz de blogueiro escreveu para A Tribuna, repercutindo o caso do aposentado João Pereira Lima, que faleceu em decorrência da suposta negligência de um médico do Pronto-Socorro de Jales.

É provável que, na opinião dessas pessoas, a imprensa só deva veicular boas notícias, principalmente, se essas boas notícias envolverem a administraçao Parini. É preciso esclarecer que a matéria de A Tribuna  preservou o nome do médico e não emitiu juízo de valor, nem tampouco fez qualquer julgamento. Apenas deu voz a uma das milhares de pessoas sem voz, no caso o pequeno comerciante Ezequiel Pereira Lima, filho da vítima.

Ou será que somente as pessoas bem postadas na vida têm direito a uma página de jornal? Ao verbalizar sua revolta, Ezequiel fez questão de frisar que isso não traria seu pai de volta, mas poderia evitar que outras pessoas tivessem que passar pela mesma situação.

E ontem, na sessão da Câmara, o vereador Rivelino Rodrigues pediu providências para que casos como o noticiado pela A Tribuna não se repitam. Ressaltando não estar fazendo pré-julgamentos, Rivelino lembrou de um outro caso ocorrido no Pronto-Socorro, envolvendo o mesmo médico. O caso mencionado por Rivelino foi bastante comentado há um ou dois meses. Se tivesse sido noticiado, talvez não tivesse se repetido.

Na verdade, o depoimento do comerciante Ezequiel é muito mais contundente do que aquilo que foi veiculado por A Tribuna, mas, para ficar apenas no que foi publicado, reproduzo, abaixo, algumas frases do entrevistado, para que os leitores do blog tenham uma pequena noção do que foi dito:

“Meu pai esteve na Prefeitura, na semana passada, para pagar todos os impostos dele, do ano inteiro. Ele pagou tudo de uma vez e, quando precisou de um atendimento, foi morto por um médico contratado pela Prefeitura”

“Eu pedi pro médico assinar o papel e encaminhar meu pai prá Santa Casa e ele disse: não, não, não, teu pai está com uma febrinha de nada; deve ser uma febrinha vagabunda; vou dar um remédio”

“A enfermeira implorou ao médico: doutor, assina o papel; nós vamos matar o pai dele, o senhor não pode fazer isso. E ele disse: aqui quem manda sou eu”

“Meu pai estava morrendo e a enfermeira me disse: vai ser preciso morrer alguém prá que esse médico seja mandado embora”

“Ele não tinha posto a mão no meu pai e, depois veio correndo e ficou fazendo uma massagem nele. Eu disse: doutor, agora que meu pai morreu o senhor vem atender ele?”

“A enfermeira falou: doutor, ainda tem gente prá atender. E ele respondeu: eu vou embora que a casa caiu” 

Esses são apenas alguns excertos do depoimento de Ezequiel. Cabe, agora, à polícia, investigar se tudo isso é verdade. E, se for o caso, caberá à Justiça julgar. À imprensa, cabe apenas noticiar. Sempre com os devidos cuidados, mas sem jogar a sujeira pra debaixo do tapete.

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