Servidor é preso suspeito de cobrar propina de paciente em Mato Grosso

Delegado informou que segurança pediu R$ 2,5 mil de vítima para cirurgia.
Suspeito estava intermediando negociação em favor de um médico.

Pollyana Araújo Do G1 MT

Um servidor municipal de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, de 48 anos foi preso em flagrante suspeito de cobrar propina do marido de uma paciente para que ela fizesse uma cirurgia de emergência no Hospital Metropolitano do município. De acordo com a Polícia Civil, ele cobrou R$ 2,5 mil e, desse valor, a vítima repassou R$ 500 que foram apreendidos com o suspeito neste sábado (25).

O delegado de Polícia Civil, Laudeval  Freitas da Silva, informou ao G1 que o funcionário que trabalha como segurança na unidade estava supostamente intermediando a negociação em conluio com um médico do hospital e receberia apenas uma comissão. No entanto, o nome do suposto médico ainda não foi divulgado.

“A vítima contou que estava desesperada para que a esposa fizesse a cirurgia”, pontuou o delegado. A paciente sofreu um acidente de motocicleta no último domingo (19) e foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Cuiabá com fraturas na perna esquerda.

Depois, conforme o delegado, ela foi transferida para o Hospital Metropolitano onde o segurança abordou o marido da paciente e lhe fez a proposta para a realização do procedimento cirúrgico, o que causou estranheza na vítima.

Orientada pelos próprios funcionários da unidade de saúde, a vítima foi até a Delegacia Municipal de Várzea Grande e fez a denúncia contra o suspeito relatando o ocorrido e, orientado pela polícia, combinou com o segurança de efetuar parte do valor cobrado por ele. No local e horário marcado, o dinheiro foi repassado para o suspeito e logo depois foi efetuado a prisão em flagrante.

O suspeito não quis se manifestar sobre o ocorrido em depoimento à Polícia Civil. Disse que vai se pronunciar somente em juízo e, desta forma, foi conduzido para o Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé, e deverá responder por corrupção passiva.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Saúde de Várzea Grande, mas não obteve retorno até às 11h08 deste domingo (26).

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