Portador de fibromialgia poderá ter jornada de trabalho reduzida

Arquivo/ Gustavo Lima
Miriquinho Batista
O autor argumenta que os doentes precisam de tempo para praticar atividades físicas.

O portador de fibromialgia (dor crônica que se manifesta principalmente nos tendões e nas articulações) poderá ter a jornada de trabalho reduzida em quatro horas, condicionada à comprovação da prática de atividade física. É o que prevê o Projeto de Lei 2680/11, do deputado Miriquinho Batista (PT-PA), que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT-Decreto Lei 5452/43).

Segundo o parlamentar, os sintomas da doença são agravados nos sedentários, que se cansam mais facilmente e sentem mais dor. “Como consequências temos má postura, queda no desempenho, maior dificuldade para realizar atividades diárias, desânimo e angústia. Assim a comunidade médica tem orientado, como parte do tratamento não medicamentoso, o estímulo à prática de atividades físicas”, afirma.

Qualidade de vida
Miriquinho Batista afirma que a sociedade brasileira elegeu como fundamento de sua existência a dignidade da pessoa humana. Para o deputado, é necessário “perceber as necessidades de grupos de cidadãos que, em virtude de serem portadores de doenças crônicas, demandam tempo para investir em qualidade de vida e prevenção do avanço dos quadros de enfermidade”.

Tramitação
A matéria tramita em caráter conclusivo e será examinada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem- Oscar Telles
Edição- Mariana Monteiro

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1 comentário
  1. Audrey disse:

    Isso é maravilhoso pois é uma doença maldita mas pior
    ainda é a pessoa se excluir do mercado de trabalho por nao ter condiçoes de cumprir uma jornada inteira de trabalho,
    mas ter a capacidade e a vontade de trabalhar, que no meu caso, sou farmaceutica mas nao vejo muita possibilidade em minha area devido ao tanto de tempo que tenho que ficar em pé e quando chego em casa, ainda tenho que executar minhas tarefas rotineiras, e como nao se faz quimioterapia, nao tem nada deformado nem engessado nem sangrando, ninguem acredita na intensidade dessa dor que nao da nem pra descrever.Ainda temos que sofrer preconceito dentro de nossa propria familia que é psicologico e mesmo de alguns psiquiatras que pior ainda, afirmam que ela nao existe.

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