Consumo alto de crack atinge 20% das cidades da região noroeste de SP

Levantamento da CNM, a droga penetrou em 98% dos municípios do país.
Comércio do entorpecente se espalha cada vez mais por todo o interior.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

Quando o assunto é consumo de drogas, o problema envolve muita gente e vários órgãos. Cada um tem uma resposta diferente, mas quando o assunto ganha proporções bem maiores e atinge cidades inteiras, é preciso cobrar essas respostas das autoridades. Dos 144 municípios da área de cobertura do G1 Rio Preto, no interior de São Paulo, 30 deles ou 20,8% registram alto consumo de crack. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que a droga penetra em 98% das cidades.

São mais de um milhão de dependentes no Brasil. A maior dificuldade é a falta de políticas públicas de tratamento e de prevenção para as vítimas da droga. Enquanto o número de usuários avança a passos largos, as medidas para acabar com o vício caminham lentamente.

Problemas causados pela crack são devastadores. Em poucos segundos provoca euforia, excitação e na primeira experiência já pode causar dependência para o resto da vida.

O comércio e o consumo do entorpecente se espalham cada vez mais por cidades pequenas do interior. O estudo criou um mapa da geografia do crack, que mostra o nível de consumo da droga.

Droga apreendida seria suficiente para fazer 300 pedras de crack. (Foto: Reprodução / Tv Globo)Droga apreendida durante operação
da polícia. (Foto: Reprodução / Tv Globo)

Na região noroeste, 30 cidades estão na lista das que mais consomem a droga. São elas: Itapura, Ilha Solteira, Santa Fé do Sul, Três Fronteiras, Andradina, Estrela D,Oeste, Riolândia, Pontes Gestal, Mirandópolis, Valparaíso, Guaraci, Gastão Vidigal, Buritama, Brejo Alegre, Glicério, Zacarias, Planalto, Monte Aprazível, Bálsamo, Mirassol, Jaci, Nova Granada. Tabapuã, Severínia, Catanduva, Itajobi, Santa Adélia, Ariranha, Clementina e Novo Horizonte.

Um dos exemplos é de Nova Granada. O município de 20 mil habitantes convive com o problema social no centro e em vários bairros da periferia. A prefeitura investe em projetos de prevenção, mas admite que é difícil controlar o avanço do vício.

Na cidade, os dependentes recebem ajuda em centros de assistência, como o Centro de Assistência Psicossocial e Centro de Referência de Assistência Social. Lá eles passam por tratamento com psiquiatras, mas não ficam internados. Como na maioria das cidades o motivo é a falta de clínicas de recuperação.

Jaci tem pouco mais de 5 mil habitantes e também enfrenta situação parecida. Na cidade existem duas casas de recuperação mantidas por freis com capacidade para atender quase 100 usuários, entre jovens e adultos. A prefeitura também instalou câmeras de segurança para inibir o consumo em praças e escolas.

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