Noroeste Paulista – Jales tem mais dois casos suspeitos de criança e adolescente com Leishmaniose

Jales pode ser classificado como área de situação de surto, pois há relatos confirmados de vários casos de contaminação da doença em humanos, inclusive com 04 óbitos, onde, equiparando tais dados ao número de habitantes, estatisticamente, torna a situação ALARMANTE.

 

Amanhã, terça-feira, a equipe do Centro de Zoonoses de Jales deverá iniciar a coleta de sangue em cerca de 50 cães, no Jardim Eldorado. Essa é uma das medidas que serão tomadas, por conta do aparecimento de mais 02 casos suspeitos de leishmaniose envolvendo uma criança de 10 meses e uma adolescente de 14 anos, nas ruas Margarida Tostes de Siqueira e Guido Parminondi.
Na semana passada, a coleta foi no Jardim Paraíso, onde os exames feitos em um rapaz de 24 anos com sintomas da doença, morador da Rua Cacique, apresentaram ”corpúsculos sugestivos para leishmaniose”. No Jardim Paraíso, cerca de 40 cães tiveram o sangue coletado. Por outro lado, a equipe da Sucen espalhou armadilhas em alguns bairros da cidade e constatou que o Jardim Alvorada é o paraíso do mosquito palha.

Jales, infelizmente, está com surto dessa doença, sem que, contudo, as autoridades tomem as medidas corretas para o combate ao mosquito transmissor.

Estudos sobre a doença (forma epidemiológica, prevenção e tratamento), segundo palestras ministradas por Doutores especializados no assunto, afirmam que houve discussão sobre a forma incorreta como as autoridades sanitárias vem tratando da questão na cidade.
Segundo o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Vísceral publicado pelo Ministério da Saúde no ano de 2006, o município de Jales pode ser classificado como área de situação de surto, pois há relatos confirmados de vários casos de contaminação da doença em humanos, inclusive com 04 óbitos, onde, equiparando tais dados ao número de habitantes, estatisticamente, torna a situação ALARMANTE.
No período de estágio supervisionado no curso de Medicina Veterinária durante todo o segundo semestre do corrente ano, Veterinária Michelle Aparecida de Alcântara relatou que, a cada 10 cães vindos da cidade de Jales que chegavam ao Hospital Veterinário da Universidade Unicastelo em Fernandópolis, oito apresentavam sorologia positiva para a doença.
Dessa forma, a medida correta orientada pelo referido manual não é tão somente o sacrifício dos animais infectados pela doença, como vem ocorrendo, mas sim o combate direto ao vetor, conforme orientação expressa no citado manual, na página 50.
Ademais, segundo a etiologia da doença, seu período de incubação em humanos pode ser longo, ou seja, a pessoa pode estar infectada, mas só desenvolver a doença após 2 anos da transmissão. Assim, mais uma vez o Manual de Vigilância Sanitária recomenda, mas o município não cumpre a determinação que pode ser observada na página 19, para esse tipo de situação. Desta forma, muitas pessoas na cidade podem estar infectadas sem terem desenvolvido, ainda, a doença. Quando começarem os sintomas, Jales terá que engolir o apelido mais triste da sua história!

com informações do blog do cardosinho

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