Privatização da Saúde: Quem é quem nas Organizações Sociais no Estado de São Paulo

  by @Porra_Serra
A contratação de Organizações Sociais (OS´s) para administrar serviços públicos da saúde do governo do Estado de São Paulo aumentou fortemente nos últimos anos do governo Serra, conforme levantamento da execução orçamentária do Estado.
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Tanto o número de unidades de saúde terceirizadas quanto os valores dos repasses do governo do Estado cresceram fortemente nos anos de 2009 e 2010. A implantação de ambulatórios médicos de especialidades (AME´s) em todo o Estado – programa de Serra com objetivos eleitorais – acabou “turbinando” este processo de terceirização da saúde.
A elevação destes repasses nos últimos anos vem comprometendo o orçamento estadual e obrigando o governo Alckmin a rever tais contratos, cortando parte dos recursos neste início de 2011.
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Para que tenhamos uma idéia, em 2008 foram repassados do orçamento estadual para as OS´s da saúde cerca de R$ 756 milhões. Já em 2010 os valores saltaram para R$ 1,7 bilhões. Neste período, o aumento foi de 136,5%.
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Em 2010, já são 65 unidades de saúde estaduais administradas por 23 Organizações Sociais (OS´s).
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O Hospital Santa Catarina, que administra os hospitais de Pedreira, Grajaú e Itapevi, as AME´s de Interlagos, Jardim dos Prados, Itapevi e Carapicuíba, o Polo de Atenção Intensiva da Zona Norte na Capital, o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI I) e o Centro Estadual de Análise Clínica Sul (CEAC) alcançou o primeiro lugar em repasses do governo do Estado de SP em 2010: cerca de R$ 311,9 milhões.
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A Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina / SPDM ficou em segundo lugar, com repasses recebidos de R$ 271,8 milhões. Esta OS administra os hospitais Pirajussara, Diadema e Brigadeiro, além das AME´s da Praia Grande, São José dos Campos, Maria Zélia (Capital) e Taboão da Serra. Também é responsável pelo Centro Estadual de Análise Clínica da Zona Leste (na capital) e pela AME psquiátrica da Vila Maria (na capital).
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O terceiro lugar coube à Fundação Faculdade de Medicina de São Paulo, que administra o Instituto do Câncer de São Paulo (que individualmente recebe os maiores repasses) e o Instituto de Reabilitação Luci Montoro.
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