A saúde dos bauruenses está em agonia

Li hoje na coluna Entrelinhas do Jornal da Cidade, “que em nova reunião ontem, na Secretaria Estadual da Saúde, o secretário Fernando Monti ouviu que a auditoria contratada pelo governo sobre as condições financeiras e operacionais do Hospital de Base constataram os problemas já conhecidos. A Famesp, que já assumiu o Manoel de Abreu, vai gerir a Maternidade Santa Isabel, conforme o JC adiantou em manchete na edição de 19 de março. E a saída para o Hospital de Base pode ser a Cruz Vermelha”.

Classificada como ridícula a situação, não fosse o problema tão sério e envolvendo vidas humanas, que ao que indica, não têm merecido por parte de nossas autoridades o respeito devido, TEM que ser dada solução ao mesmo, imediatamente. Uma vida a mais perdida será muito… será tudo.

Não é momento para se buscar culpados e ou responsáveis pela situação caótica a que chegou a saúde pública municipal em nossa cidade. Só que, enquanto a atual administração busca soluções, há um porém, que consiste em dizer ao POVO que não tem conhecimento, que está claro que vivemos hoje a consequência de descaso por parte das últimas gestões públicas municipais e diria, sem medo de errar, com conivência de nosso legislativo,  que passou trinta anos fazendo discursos ao vento sem discutir o nosso problema maior.

A SAÚDE DOS BAURUENSES ESTÁ MORRENDO ÀS MÍNGUAS.

Na verdade, e o que é mais triste, é que passados mais de trinta anos, ainda hoje não conseguimos quantificar o tamanho do “buraco”, o tamanho da falta de responsabilidade.

Ridículo quando se discute a questão envolvendo a saúde dos bauruenses, num critério menos profissional do que o usado para se contar bois no pasto. Um importante jornalista fez as contas: 352 mil bauruenses, menos 172 mil usuários de planos de saúde, então o nosso problema equivale a 180 mil “clientes” dos serviços públicos municipais da saúde. Ridículo não fosse “pouca prática”.

Mas vamos ao que interessa: a saúde pública, nos últimos trinta anos,  serviu como palanque político e o mais eficaz cabo eleitoral de Bauru, que  atendeu, nesse período,  pelo nome de “central de vagas”.

Um deputado estadual muito bem votado (ninguém até hoje entendia o porque) e um vereador do mesmo partido, sempre tiveram suas votações porque mandavam na central de vagas.

Para quem não acompanha a política, a coisa funcionou por todo esse período da seguinte forma: o prefeito da região telefonava para o escritório político pedindo urgência para um doente de sua cidade (por acaso com vários títulos de eleitores na família) e, por esse caminho, o pedido sempre fora atendido de pronto. Bauruense doente que se danasse, porque não tinha ou não teve “padrinho político”.

O ridículo em nossa Câmara Municipal chegava às raias de doente, para merecer atendimento, apenas era contemplado (ou ainda o é), desde que por indicação de um vereador específico. Os demais vereadores, durante todo esse período (e a condição deve prevalescer até hoje), sempre tiveram que ajoelhar para merecer a atenção do tucano em questão.

A saúde pública de Bauru tem a condição caótica e tem responsáveis pela situação: o deputado Pedro Tobias (nem vamos falar do caso José Saab e chegar a quem o colocou na Associação Hospitalar, porque aí a briga será de cachorro grande), o vereador Marcelo Borges e toda sua trupe,  que há anos vem mamando nas tetas do governo, com dinheiro de nosso bolso e, nós que pagamos a conta, não temos a recíproca de direito.

Os responsáveis pela situação caótica de nossa saúde pública, doravante denominados apenas como morcegos, são muitos. Diria os prefeitos dos últimos trinta anos, os vereadores do período que não cumpriram com seu dever de fiscalizar, o governo do estado que se fez enganar porque sempre interessou a condição de troca de votos por vidas humanas,  a maçonaria que indicou José Saab e cambada e mais alguns que nomearemos quando for o caso (se possível no ministério público), e alguns mais de fácil identificação.

No escritório do deputado Pedro Tobias tem uma funcionária especializada em encaminhamento aos hospitais (o mesmo ocorre de forma vergonhosa no Hospital Estadual e está se estendendo aos que o governo do estado vem assumindo). O gestor da Associação Hospitalar sempre fora indicado pela loja maçônica de qual faz parte Pedro Tobias, familiares, patrícios e beneficiados.

O administrador, que saiu da Associação Hospitalar para “prestar” assessoria a Pedro Tobias, hoje está acomodado no gabinete de um político da esfera federal e por acaso macomunado com Tobias (PSDB SP).

Culpa no cartório: os últimos governadores, de Franco Montoro, a Geraldo Alckmin, passando por José Serra e voltando no mesmo, com a mesma prática criminosa. Pasmem, mas o interventor na fase pós José Saab era genro do Secretário da Saúde do Estado (Barradas) e percebeu,  enquanto aqui esteve, algo superior a 26 mil reais por mês. Para que: para dar continuidade à prática criminosa de troca de votos por vidas humanas.

O momento é de olharmos para os morcegos e ver em suas bocas, escorrendo por seus dentes, o sangue da população bauruense, subtraído das vidas ceifadas pela irresponsabilidade e crime pontuado em vários artigos de nossos códigos.

O Prefeito Rodrigo Agostinho e o Secretário Fernando Monti? Coitados, estão levando a culpa e tendo um jornalista que faz parte do bando de morcegos a desinformar. Pergunto? Você sabia dessa irregularidade ou série de irregularidades? Caso não, é porque a imprensa também não cumpriu com seu papel. Duvide dos papéis.

Os vereadores sabiam disso? Claro que sim, mas jamais pelo menos um tocou no assunto de forma clara e direta.

O Ministério Público tinha conhecimento? Claro que sim porque na loja maçônica, “mater” das indicações, pelo menos um é quase venerável e agora dá de bonzinho como que nada tivesse ocorrido.

Por que do tamanho do problema? Porque nossa estrutura tinha desvio de finalidade. Os equipamentos da saúde sempre foram usados para fins eleitoreiros e não como missão precípua responsável.

O que tem a ver o Pronto Socorro com a Associação Hospitalar? Tudo a ver, até no aspecto físico, tendo um como porta de entrada do outro.

Agora se discute o problema do Pronto Socorro, UPAS, ou outro nome que se queira dar. Mas a relação está estabelecida e o problema é dos bauruenses, porém a solução é dos governos municipal, federal e estadual. E aí entram os três poderes (executivo, legislativo e judiciário), pelas menções acima.

Muito bem, detectado o problema, dado nomes aos bois, fica mais fácil se discutir o problema.

Ah, tem mais, você também é responsável. Em quem votou nas últimas eleições? Está lembrado? Qual jornal você lê e por qual se informa?

Acha que estava bem informado?

Pois é

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