Ministro da Saúde defende ampla reforma do SUS

padilha1_D1O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta quarta-feira (16) uma reforma ampla no Sistema Único de Saúde (SUS). Ao lembrar que neste ano o SUS deve atingir a maioridade, ao completar 21 anos, Padilha afirmou que a sociedade precisa participar dos debates, junto com o governo e o parlamento, na busca de soluções para os problemas da saúde.

Ele participou na Câmara de debate a convite da Frente Parlamentar da Saúde.

“Temos que ter a coragem de fazer a reforma do SUS. Não apenas em relação às fontes de financiamento da saúde, mas também em relação ao aprimoramento da relação entre a União, Estados e Municípios, tanto na gestão dos recursos humanos, quanto no montante a ser aplicado por cada ente no setor”, afirmou.

Padilha disse que a saúde precisa ter uma fonte estável de financiamento para que o setor não dependa da boa vontade do governante de plantão. Segundo o ministro, o Brasil, hoje, tem o maior programa de saúde do mundo, o Saúde da Família, que atende cerca de 100 milhões de pessoas; tem o maior programa de transplantes do mundo, além de realizar o maior número de procedimentos de hemodiálise.

Para o deputado Rogério Carvalho (PT-SE), ex-secretário municipal e estadual de Sergipe, e secretário-geral da Frente Parlamentar da Saúde da Câmara, é importante contribuir na reformulação do SUS. “A Frente vai mobilizar os deputados para o debate sofre a reforma do SUS. Além das questões já colocadas pelo ministro, defendo ainda a inclusão da criação de um mapa sanitário brasileiro que garanta a distribuição de serviços mais próximos à população, além da definição de um sistema de garantia de acesso ao sistema livre de interferências políticas ou judiciais para o acesso ao SUS”, defendeu.

Ao parabenizar a disposição do ministro para o diálogo, o deputado Assis Carvalho (PT-PI), ex-secretário de Saúde do estado, destacou ainda outros problemas que precisam ser superados. “Defendo a reorganização da rede, com a inclusão de um sistema informatizado, em todo país, que encaminhe os pacientes, desde os casos mais simples até aqueles de média e alta complexidade. Precisamos ainda quebrar as patentes de medicamentos de alto custo, livrando o país de ficar refém de laboratórios multinacionais”, defendeu.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que coordena a Frente Parlamentar em Defesa do SUS, defendeu mais investimentos em recursos humanos e na valorização dos servidores da saúde. “Para garantir o atendimento, principalmente nos pequenos municípios, defendo que os jovens formados em universidades públicas devolvam o investimento realizado pelo Estado na educação deles, prestando um serviço social voluntário na área da saúde”, destacou. Dr. Rosinha também solicitou ao ministro da Saúde que atue no sentido de regulamentar a carreira de auditor do SUS.

Heber Carvalh

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