Anvisa cede a pressão de laboratórios e revoga obrigatoriedade de selo nos remédios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária revogou a obrigatoriedade de que as indústrias ponham selo, fornecido pela Casa da Moeda, nas embalagens dos remédios, para combater a falsificação e o contrabando. A adoção do selo seria iniciada neste ano e alcançaria todos os produtos até 15 de janeiro de 2012.

Os laboratórios se opunham à medida alegando que aumentaria em até 23% os preços dos remédios para o consumidor. A Anvisa calculava aumento inferior a 3%. Ontem, ao revogar a medida, anunciou a formação de um grupo de trabalho para, em 60 dias, “avaliar a eficiência e efetividade das alternativas tecnológicas disponíveis” para rastreamento dos medicamentos.

Fonte: brasiliaconfidencial

Vejamos agora algumas considerações publicadas no sitio da ANVISA.

A falsificação de produtos de consumo é um problema que tem preocupado as autoridades na área de saúde em todo o mundo.
Aqueles que falsificam drogas medicamentosas não lesam apenas simples consumidores: negam às pessoas doentes o direito à terapias que podem aliviar males e, principalmente, salvar suas vidas.

Em paralelo a todas as ações de combate realizadas pelos setores público e privado, o tema também exige iniciativas de caráter preventivo, para que os cidadãos, que são as maiores vítimas deste tipo de delito, façam parte neste processo de combate à este crime.

A orientação ao cidadão é fundamental para que ele tenha meios de verificação da autenticidade do produto e garantir assim o acesso a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade.

Falsificação de Medicamentos no Brasil

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os medicamentos falsificados figuram como um problema global de saúde pública, matando, incapacitando e ferindo adultos e crianças indistintamente. Nenhum país está livre desse problema que assola tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento (OMS, 1999).

Seguindo as recomendações internacionais e considerando a realidade do contexto nacional, diversas medidas para o enfrentamento do problema estão sendo adotadas pelo governo brasileiro, principalmente após a crise dos medicamentos falsificados ocorrida no fim dos anos 90.

Pode-se citar importantes modificações legais, incluindo a classificação do delito como crime hediondo, e, recentemente a publicação da Lei nº. 11.903, de 14 de janeiro de 2009, a chamada lei da Rastreabilidade.
A criação da Anvisa, à qual foi delegado um papel determinante para as ações de prevenção e combate à falsificação de medicamentos, proporcionou a estruturação dos órgãos de fiscalização componentes do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e o estabelecimento de padrões e fluxos de trabalho em casos de investigação de suspeita de falsificação, a regulamentação e o controle da cadeia de produção e fornecimento de medicamentos no país, por meio da realização de cursos de capacitação para os agentes do SNVS, oficinas e fóruns para sensibilizar e envolver os atores de vários setores afins (setor regulado, sociedade, justiça, fazenda, etc.).

Desta forma, inúmeras ações conjuntas com as entidades policiais, aduaneiras que tem sido feitas, sob a coordenação e participação da Anvisa com apreensão por todo o Brasil de medicamentos ilegais e falsificados dentre outras, são algumas das muitas formas de enfrentamento do tema. Neste sentido, um dos focos deste projeto será prover informações pertinentes aos profissionais que atuam na Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e na Receita Federal, por meio da distribuição de cartilha com linguagem e conteúdo específicos para estes atores.

Porém, em paralelo a todas as demais ações de combate realizadas pelos setores público e privado, o tema também exige ações de caráter preventivo, com a necessidade de envolver a sociedade, para que os cidadãos, que são as maiores vítimas deste tipo de delito, façam parte neste processo de combate à este crime contra a saúde pública, nos moldes do que já é feito com relação aos Direitos dos Consumidores.
Torna-se primordial a necessidade de orientar o usuário, parte hipossuficiente na relação do mercado farmacêutico, para que ele possa ter meios de verificação da autenticidade do produto e garantir assim o acesso a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade.

O conteúdo educativo constante nas peças publicitárias destina-se a informar quais os mecanismos disponíveis para que a população identifique o medicamento regular, bem como oriente quanto a condutas seguras para a aquisição de medicamentos. Em casos de suspeitas de irregularidades, o consumidor poderá entrar em contato com os órgãos responsáveis.

Assim, teremos uma educação positiva, ou seja, focada em condutas a serem adotadas pelos usuários para adquirir apenas os produtos regulares e legítimos, se protegendo, desta forma, quanto ao uso de medicamentos falsos ou irregulares, reforçando o papel da Anvisa como órgão regulador.

texto transcrito do sitiohttp://www.anvisa.gov.br/medicamentoverdadeiro/falsificacao.htm

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